Depoimentos:

Bulimia e comer compulsivo

1) Comia desesperadamente, forçava vômitos e tomava laxantes.

Depoimento 1:

Tenho 26 anos e sempre fui obesa, porém dizem que tenho um rosto lindíssimo e mesmo obesa um belo corpo. Tenho formas e sei me vestir. Vivi atrás de dietas, Spas , emagrecia, acabava voltando ao peso de antes ou até mais. Acabei me acomodando, me aceitando talvez.
Tive uma adolescência complicada, com varias tentativas de suicídio.

Com 14 anos comecei a me automutilar, o que ocorre até hoje.
Minha vida adulta não é muito diferente do que foi minha adolescência.
Sempre com problemas em família, que não é fácil, problemas com namorados etc.
De dois meses para cá minha vida piorou e meu estado psicológico também.
Comecei a vomitar somente quando comia muito e porcarias.

Um dia me pesei e vi que tinha eliminado muitos quilos, o que realmente me deixou feliz. Então passei a fazer dieta.
Hoje como pouquíssimo, somente saladas e frango. Almoço e janto normal, mas vomito logo em seguida.
Quando na presença de amigos não consigo vomitar, tenho vergonha, aí tomo laxantes.

Sei que estou desencadeando uma doença.
Mas ao ver 10 quilos eliminados em um mês de dieta não consigo parar.
Ontem fui ao médico, me receitou remédio para emagrecer, Sibutramina.
E já estou planejando continuar a vomitar, pois sei que agora com o remédio vou emagrecer mais rápido ainda.

Sei que já estou sofrendo as conseqüências.
Sinto muito frio. Meu sono está muito bagunçado.
Tenho uma pequena ferida no lábio.
Tenho dor nas costas e no estômago, meu intestino está preso.
Também faço uso de algumas drogas, cigarro e bebidas alcoólicas.
Não estou aqui procurando ajuda.
Estou aqui para alertar meninas mais novas que eu.

Não façam o que eu fiz.
Ao menor sinal de algo errado procurem ajuda, não importa de quem seja.
Amigos, namorados, família. Ou mesmo meninas com os mesmos problemas podem te ajudar. Uma ajuda mútua.
Mas por favor, não levem a vida que levei e ainda levo.

Me arrependo muito das escolhas que fiz e não há sentimento pior no mundo do que arrependimento.
Choro todos os dias, me lamentando do tempo que passou.
Por isso, meninas não percam seu tempo, pois ele não volta mais.


Depoimento 2:

Olá pessoal tenho 18 anos, tive Bulimia, Depressão e Ansiedade Generalizada.

Desde os 14 anos resolvi procurar ajuda quando já não consegui mais viver com tamanho sofrimento.
Comia desesperadamente quando estava sozinha, passava muito mal, forçava vômitos e tomava laxantes, às vezes anfetaminas, remédios para emagrecer, fui a Nutricionistas, Endocrinologistas, mas nada adiantou até que resolvi por fim a minha vida, felizmente sobrevivi e fui parar em um médico Psiquiatra a quem devo minha vida.

Lá, junto com o doutor, descobri que posso ser uma pessoa normal como as outras.
Há mais de 2 anos faço tratamento e tomo remédios e sou muito feliz, cheguei a pesar 85 kg, hoje tenho um peso considerado normal de 69 kg para 1.73 cm.

Me sinto como se tivesse nascido novamente, amo minha vida sou extremamente feliz e realizada, em 1 ano de tratamento perdi 16 kg e há um ano mantenho os meus 69 kg, até consigo emagrecer se quiser sem muito esforço, não usei nenhum tipo de remédio para emagrecer, apenas Fluoxetina que utilizo até hoje e nos primeiros meses de tratamento tomei Diazepam para dormir. Desde então não faço dietas, não tomo anfetaminas nem laxantes, não forço vômitos e sou muito feliz, pois hoje tenho controle do meu organismo, posso comer de tudo e não tenho mais problemas com a balança.

Gostaria de dizer que a todos vocês que procurem bons médicos e se tratem, nunca é tarde para mudar, eu mudei e hoje vivo feliz vocês também devem e podem acreditar na mudança!

Boa Sorte a todos!

2) Passo algum tempo sem vomitar, mas há dias que vomito mais de 10 vezes.

Depoimento 1:

Hoje é domingo. Estou como sempre me sentindo sozinha, sem expectativas. Como todos os domingos que fico em casa, a única coisa que fiz o dia inteiro foi dormir, comer e vomitar.
Até que resolvi entrar na net para ler uns artigos de medicina sobre patologias da tiróide para apresentar na faculdade.

Foi então que, de repente, me vi neste site lendo todos estes depoimentos. Pensei que estava sonhando.
Era como se eu estivesse contando minha própria vida.
Depois de ler e chorar muito, resolvi dar meu depoimento também.
Sou estudante de medicina, tenho 21 anos e sou bulímica há seis anos.

Como sofro!

Não sei o que é autoestima, não tenho namorado, me acho horrível, embora as pessoas insistam em dizer como eu sou bonita.
Contei este problema apenas para minha mãe, que até hoje não aceita.

Acha que às vezes tenho episódios de depressão e só.
Uma vez ela me pegou vomitando e ficou impressionada.
Me xingou, sei lá, teve nojo de mim.
Meus pais e irmãos são lindos e magros.
Procurei um psiquiatra e ele me passou Fluoxetina. Tomo há quase dois anos, mas não sei se houve melhora.

Às vezes, passo algum tempo sem vomitar, mas, há dias que vomito mais de 10 vezes.
Não tenho condições financeiras para fazer uma psicoterapia.
Será que é isso que falta para eu me curar?
Só sei que sinto muita culpa em comer tanto.
Com tanta gente passando fome, meu Deus.

Mas, fiquei muito feliz com este site. Espero que isso me ajude.


Depoimento 2:

Olá pessoal tenho 18 anos tive Bulimia, Depressão e Ansiedade Generalizada, desde os 14 anos.
Resolvi procurar ajuda quando já não consegui mais viver com tamanho sofrimento, comia desesperadamente quando estava sozinha, passava muito mal, forçava vômitos e tomava laxantes, às vezes Anfetaminas e outros remédios para emagrecer.

Fui a Nutricionistas, Endocrinologistas, mas nada adiantou até que resolvi pôr fim à minha vida.
Felizmente sobrevivi e fui parar em um médico Psiquiatra a quem devo minha vida.

Lá, junto com o Dr. Rubens Pitliuk, descobri que posso ser uma pessoa normal como as outras.
Há mais de 2 anos faço tratamento e tomo remédios e sou muito feliz, cheguei a pesar 85 kg, hoje tenho um peso considerado normal de 69 kg para 1,73 cm.

Me sinto como se tivesse nascido novamente, amo minha vida, sou extremamente feliz e realizada.
Em 1 ano de tratamento perdi 16 kg e há um ano mantenho os meus 69 kg, até consigo emagrecer mais, se quiser, sem muito esforço.

Não usei nenhum tipo de remédio para emagrecer apenas Fluoxetina que utilizo até hoje e nos primeiros meses de tratamento tomei Diazepam para dormir.

Desde então não faço dietas, não tomo Anfetaminas nem laxantes, não forço vômitos e sou muito feliz, pois hoje tenho controle do meu organismo, posso comer de tudo e não tenho mais problemas com a balança.

Gostaria de dizer que a todos vocês que procurem bons médicos e se tratem nunca é tarde para mudar, eu mudei e hoje vivi feliz vocês também devem e podem acreditar na mudança!

Boa sorte a todos!

3) Sua rotina era comer muito, provocar o vômito com o dedo indicador.

Depoimento:

O pesadelo da Bulimia tem fim! Faço abaixo o relato de uma experiência positiva com relação à Bulimia e peço que leiam e divulguem para o maior número de pessoas.
A maioria dos relatos encontrados na internet são pouco animadores. Isto deve-se ao fato de que quando a pessoa está desesperada expõe sua situação em busca de ajuda.

Quando o problema é eliminado, ou amenizado, a tendência é esquecer o passado sombrio e não se relata mais nada.

Aos 23 anos conheci uma mulher maravilhosa que tornou-se minha namorada. Estamos juntos há quase três anos e nesse período pude participar do processo de vitória contra a Bulimia, que em outubro de 2000, quando a conheci, era um caso agudo.

Por motivos que vocês já sabem (vergonha) quando eu e a C. começamos a namorar, ela não me contou nada sobre seu problema. Porém, dentro de alguns meses ela tomou a melhor decisão de sua vida que foi contar-me sobre o pesadelo que a vinha afligindo.

Que na época tinha 27 anos, estava desesperada, pois vivia em função da Bulimia há cerca de cinco anos.
Tinha crises três vezes ao dia, praticamente diariamente. Depressão profunda, diante da incapacidade de controlar a situação, agravava o quadro.

Sua casa estava sempre desarrumada com a pia cheia de louças, panelas e formas de bolo, utilizadas para produzir a comida necessária para saciar o desejo incontrolável de ingerir quantidades absurdas de alimento.

Sua rotina era comer muito, provocar o vômito com o dedo indicador, que apresentava até uma marca característica na parte de cima, próximo da mão, devido ao contato com os afiados dentes dianteiros.

Quando fui informado sobre o que vinha acontecendo em sua vida, se é que posso chamar de vida aquele período terrível, nem sabia da existência de uma doença como essa.

Chorei, mas mantive a calma. Logo imaginei que se é era realmente uma doença bastava procurar um médico para auxiliar na resolução do problema.

Foi difícil convencê-la a ir ao consultório devido a uma infeliz experiência anterior. Me contou que havia procurado um médico que lhe disse que o que ela vinha sofrendo não era uma doença. Um profissional ignorante.

A situação da era preocupante, pois diante de cinco anos de sofrimento e sem esperança de melhora a vontade de suicidar-se vinha rondando sua mente e se algo não fosse feito rapidamente o pior poderia acontecer.

Hoje ela relata que se não houvesse intervenção naquele momento provavelmente não estaria mais nesse planeta.

Após longo período, felizmente, com a ajuda de uma amiga, consegui convencê-la a ir ao consultório psiquiátrico.

Envergonhada e sem esperança foi ao consultório de uma psiquiatra que imediatamente, após o relato de sua situação, constatou que sua mais nova paciente sofria de Bulimia, já em estado agudo, e receitou um medicamento.

Mesmo sem esperança, iniciou o tratamento. Começava nesse instante o processo de vitória.
Segundo a psiquiatra, o tratamento seria a longo prazo e deveria ser rigorosamente seguido.
Além do medicamento, que para nós já era um pouco caro, havia necessidade de sessões de psicoterapia.

Não havendo condições para realizar as referidas sessões procurei, improvisadamente, exercer o papel de terapeuta.
Estava sempre disposto a ouvi-la e a conversar sobre o assunto. Procurava sempre animá-la e distraí-la com novas informações.
Saíamos bastante na tentativa de evitar que ela ficasse muito tempo sozinha, em casa, sujeita a crises e depressão.

O tempo foi passando e mesmo com a ocorrência de crises de Bulimia. Manteve-se tomando a medicação corretamente.
Atualmente, ela vive. É isso mesmo, hoje após quase dois anos de tratamento e muita perseverança, essa mulher leva uma vida normal.

Ainda há a necessidade de medicamento e crises ocorrem eventualmente. Para uma pessoa que vivia em função da doença e hoje fica períodos de cerca de quinze dias sem uma crise, a melhora na qualidade de vida é excepcional.

Uma crise, antes do tratamento, era realmente violenta e o limite era o próprio cansaço. Hoje, quando a crise ocorre, é bem mais amena e é possível ter consciência sobre o que está ocorrendo.
Além do período entre as crises ter aumentado significativamente, sua consciência sobre o problema, e sua capacidade de lhe dar com os problemas do dia a dia, sofreram mudanças positivas.

Continuará com o tratamento e agora sabe que sua cura definitiva é apenas questão de tempo. As primeiras informações que obtive sobre a Bulimia foi através da internet.

Por isso estou divulgando essas informações que julgo relevantes e animadoras para pessoas que encontram-se aflitas com esse terrível problema.

Vença a vergonha, procure ajuda, não guarde esse problema só para si mesma.
Sempre tem alguém que pode lhe ajudar.
Existe um anjo da guarda bem aí do seu lado, só que ele não tem asas nem cabelos loiros e encaracolados.
Ele pode ser seu irmão, seu pai, seu namorado, um amigo, etc.

Vá ao psiquiatra e tome a medicação corretamente.
Faça sessões de psicoterapia se puder.
Tenha paciência, muita paciência e perseverança.
O tratamento é a longo prazo.
Você pode vencer esse problema!

© 2020 por mentalhelp