Depoimentos:

Fobia Social ou Timidez Patológica

1) Minha Fobia Social me faz ter medo de comer em público com alguém olhando.

Depoimento 1:

Bom Dr., você não deve se lembrar de mim, mas há algum tempo lhe escrevi um e-mail contando que descobri por aqui que descobri o meu problema, ou melhor, o meu "ex-problema" Fobia Social. Bom, estou passando de novo só para agradecer e incentivar aqueles que ainda passam por isso a buscar tratamento.
No início quando descobri este site, pela maneira segura que a cura foi passada, tive esperanças até de que tomaria um remédio e em uma semana depois estaria ótima... bom, é claro que não foi assim, mas foi "quase" assim.

Procurei tratamento com um dos Psiquiatras da rede pública daqui da minha cidade, e ele afirmou meu problema. Comecei a tomar Antidepressivos em pouco tempo, questão de poucos meses já estava melhor, isso foi no meio do ano passado, lá para setembro, e agora já estou completamente curada!

Pode não ter sido em uma semana, mas que foi rápido foi. Tudo se tornou muito mais fácil!

E olha que embora na primeira semana eu tenha ficado esperançosa demais quanto à cura, na primeira semana que comecei a tomar os remédios eu estava muito pessimista, o importante é que a esperança não morreu, e por fim os remédios fizeram efeito.

Claro, agradeço ao meu Bom Deus, pois hoje, uma coisa eu digo, gostei de ter tido Fobia Social, não que eu seja masoquista ou coisa do tipo, mas justamente como plano de Deus, muita coisa eu aprendi com tudo isso, me sinto então privilegiada de ter conhecido coisas da vida que muitos não tiveram oportunidade.

Mas, claro, não desejo isso para ninguém, mesmo porque, para alguém que não tem Deus como guia na vida, as marcas podem não ser tão boas quanto as minhas...

Agora é festa!

PS- Decidi que quero fazer Psicologia, independente de eu ter que ganhar pouco, é a única profissão com a qual eu realmente me se sentiria feliz. Valeu!


Depoimento 2:

Tenho 18 anos e sempre fui tímido, mas acho que os últimos quatro anos foram os piores, porque eu comecei a estudar num colégio novo e lá eu fiz poucos amigos, aliás poderia ter sido pior porque eu fui com um amigo para este colégio, mas o problema é que ele tentava fazer amizades com outros, mas eu não conseguia acompanhar ele e eu ficava sofrendo muito por causa disso...
Eu até ficava perto dos colegas dele, mas não abria a boca para a nada, morria de medo que me achassem estranho e foi isso que aconteceu, todos ficavam me olhando como se eu fosse um Alien, inclusive esse meu amigo...

Quando terminei o colegial prestei vestibular para a medicina e não passei, agora eu tinha que enfrentar o cursinho sozinho, nas férias eu só pensava na desgraça que ia ser, no entanto eu tirei coragem não sei de onde e consegui conversar com alguém e até que fiz algumas amizades, mas no decorrer do ano eles iam me ignorando pouco a pouco.

Resultado: no final do ano o único que restou foi embora para o interior já que era revisão da matéria e eu não agüentei ficar isolado e parei de ir no cursinho, prestei vestibular e não passei de novo, agora eu estou de férias e claro pensando na nova desgraça que vai ser no outro cursinho.

Gosto de estudar, no colégio eu tinha boas notas, mas percebi no cursinho que quando ficava muito triste eu não conseguia me concentrar nos estudos e o pior é que meu pai fica nervoso quando eu falho no vestibular.

As minhas férias são sempre solitárias, não saio de casa, vivo entediado, me achando um monstro, faço regime e não consigo emagrecer, amigos eu quase nem tenho, estou sempre chateado.

Quando saio fico aflito com os outros me olhando, tenho falta de ar porque fico nervoso, fico sempre vermelho (principalmente quando converso com alguém) ...

Às vezes tenho vontade de me cortar, mas não tenho coragem... ainda não falei para a ninguém do meu problema, nem para meus pais (apesar de o problema ser óbvio), nunca fui ao Psicólogo e nem a um outro especialista, porque nunca tive coragem... comprei um guia de como fazer amizade, mas não consigo por em prática os ensinamentos.

Frequentemente perco as esperanças de ser feliz, de perder todo esse medo e de passar no vestibular.

Apesar disso tudo fico aliviado em saber, através dos depoimentos deste site, que tem outras pessoas iguais a mim.


Depoimento 3:

Doutor, há alguns dias mandei um comentário sobre o meu problema, minha Fobia Social me faz ter medo de comer em público, eu também não consigo comer quando tenho ir a algum lugar só me alimento um pouco melhor quando estou vou ficar em casa o dia inteiro.
Tive um problema de esofagite ano passado, foi diagnosticado que era esofagite, mas esofagite é uma dor não é?

Eu não sinto dor, sinto uma sensação horrível como se fosse ansiedade sei lá... mas as vezes não há motivos para que eu esteja ansiosa e eu sinto esse sintoma do mesmo jeito, meu coração dispara e uma sensação de medo toma conta de mim, não consigo comer, fico com náusea e ânsia de vomito.

Acho que eu devo sim ter algum problema no esôfago ou problema de coração, só que já subiu para a cabeça a ponto de não conseguir fazer nada.

Me ajude, creio que ninguém sabe qual meu problema, não quero ficar assim para sempre, quero ser normal como todo mundo, almoçar com amigos, no restaurante, na casa de alguém, conseguir comer antes de sair para algum lugar, não sei mais o que eu faço, por favor me ajude.


Depoimento 4:

Depois de ler os depoimentos e perguntas desse site, não tive dúvidas, o que eu tenho é Fobia Social. Tenho 18 anos, e esse problema desde os 12 ou 13.
Todos os anos da minha adolescência. Quando isso começo estava na sétima série, os alunos, inclusive eu, tinham que ler um livro e contar a história para a sala, apresentei muitos sem o menor problema.

A professora sorteava os nomes, ela sorteou o meu, estava conversando na hora, me pegou de surpresa.

Meu coração disparou forte e acelerado, não parava mais, comecei a tremer feito um louco, não conseguia contar a história, gaguejava, meus olhos começaram lacrimejar, comecei a chorar, fiquei em pânico, se não fosse a professora falar que não precisava terminar acho que desmaiaria ali.

Depois desse dia nunca mais fui o mesmo, comecei a ter medo das pessoas, morria de medo de conversar com alguém, de ficar sozinho com alguém, de que ficassem me olhando, nos jogos de bola tinha medo que passassem a bola para a mim, sempre me escondia na frente de alguém.

Sempre ia à escola com um amigo, mas depois desse dia tinha medo de ir com ele. Evitava pessoas, evitava ficar sozinho com alguém, sempre ficava na minha cabeça vou ficar quieto, não vou ter nada para falar.

O que será que ele está achando de mim? E isso com tudo mundo, incluindo minha família! Não gostava de pegar o ônibus nem com minha irmã.

Ficava com esse pensamento de vou ficar quieto e o que ela está achando de mim. No colégio onde estudava, tinha bastante trabalhos para a apresentar, e sempre, quando apresentava, ficava muito nervoso (ficava desde a hora em que o professor marcava o trabalho), tremia muito, gaguejava, fazia de tudo para a não apresentar, matei várias aulas de apresentação, prejudicando a mim e a minha equipe.

Preferia perder muitos pontos na nota, a falar algumas palavras para a turma. Tinha medo que alguém viesse conversar comigo, em qualquer momento, qualquer coisa que me perguntasse, mesmo sendo uma só pessoa, meu coração disparava.

Tem hora que fico muito tenso quando tenho que fala alguma coisa, mesmo que seja só um sim ou não em roda de amigos.

No colégio tocava violão, sempre pediam para a eu tocar alguma música, tocava, é difícil dizer não, tocava com as mãos trêmulas, errava bastante, mesmo treinado duro, sentia que todos riam, me sentia um bobo, minha autoestima cai a menos zero.

Acho que todos que me conheciam me achavam estranho. Ficava quieto no canto da sala, cabisbaixo, não gostava que me olhassem, não gosto de olhar nos olhos.

Fiquei com muitas dúvidas do colégio e do cursinho por não fazer uma pergunta, até pedir para a ir ao banheiro quando estava apertado era um desafio.

Sempre fui um alvo muito fácil para a apelidos, sempre tiraram da minha cara, talvez essa seja a causa, mas piorou na adolescência, quando todos tiravam constantemente, no 1º ano quase minha sala inteira, não tinha defesa, mal conseguia conversar, quanto mais responder a xingamentos, isso acabava comigo.

Tive muitas crises de depressão, não me sentia e não sinto prazer em fazer quase nada, nem em meninas, só se ela for muito linda.

Mas acho que o pior é aqui em casa, aqui na rua tem bastante gente, pessoas da minha idade, que gostam das mesmas coisas que eu, mas não ando com eles, andava, me sentia travado, ficava nervoso, não falava nada, não abria a boca, eu realmente era mudo!

Chegou uma hora que cansei, preferi ficar em casa a andar com eles, de vez em quando eles andam de skate aqui em frente, mas não vou andar, coisa que eu amo, isso me faz ficar em casa, sofrendo sozinho, não ando de skate nem sozinho porque tenho medo que alguém me veja.

Não gosto dos outro me observando, em muitas situações, como comer, falar, cumprimentar alguém, etc.

Graças a Deus passei no vestibular de inverno, mas já estou pensando nas apresentações de cada pessoa, só falar o nome, e nos trabalhos. Penso nisso desde o começo do ano.

Tenho medo de encontrar alguém conhecido na rua, se encontro levo um susto, meu coração dispara.

Quando vou a alguma loja não gosto que o vendedor venha falar comigo, fico imaginando ele me observando.

Assisto TV e fico com medo de o entrevistado ou o próprio entrevistador ficarem nervosos.

Uma vez minha irmã leu um discurso de formatura, fiquei com medo de ela ficar nervosa, parece que fiquei nervoso por ela.

Pedir informação, ou qualquer outra coisa para a desconhecidos, às vezes conhecidos mesmo, para a mim é um sacrifício.

Mas às vezes me solto, é estranho, falo bastante, uma vez apresentei um trabalho na maior tranqüilidade, fui um dos ‘’ líderes’’ da apresentação, depois fiquei me perguntado "como fiz aquilo?’’

Até bem pouco tempo atrás estava indo numa Psicóloga, com uma coragem que estou me perguntando até hoje da onde tirei, mas como de costume fico muito nervoso, e só falo quando ela faz alguma pergunta, sou muito fechado, não consigo me abrir com ninguém, me sinto em pânico naquela sala, ela me deixa em pânico.

Mas ainda não sabia o que eu tenho e parei. Hoje estou um pouco melhor, converso mais, posso ficar sozinho com alguém, aquele medo grande de conversa ou encontra alguém na rua diminuiu, mas me sinto desconfortável em muitas situações, algumas pior.

Agora que descobri o que eu tenho vou lutar muito contra isso. Quero muito ser feliz, ter amigos, ir para a festas, ter uma namorada, coisa que quero muito.

Levo uma vida parada, solitária, tenho poucos amigos, eles moram longe ainda. Fiquei muito feliz em saber o que tenho, jamais passo pela minha cabeça que fosse algum tipo de doença, achei que fosse uma personalidade minha, um jeito meu, mais feliz ainda que tem cura e o tratamento é eficaz.

Acho que como a maioria, pensei que essas coisas só acontecessem comigo, mas vi que existem muitos como eu, o que me deixou muito contente, principalmente que muitos tremem, eu tremo muito, e que muitos utilizam o álcool para a alivia a ansiedade, mesmo sabendo que isso pode prejudicá-lo.


Depoimento 5:

Bom, meu caso não é muito diferente dos que pude ler neste site. Tenho 20 anos, sou universitário e a minha maior dificuldade é falar em público.
Acho que é Fobia Social. Também tenho os sintomas de sudorese e tremedeira quando tenho que fazer algo diante de alguém.

Esse problema começou no dia em que eu tive que apresentar um trabalho escolar (eu estava no 1 ano do ensino médio).

Tive a infeliz ideia de decorar o texto que ia falar. Resultado, foi um fracasso. Na hora deu o famoso branco e não lembrei de nada, então tive que ler o texto da folha que tinha nas mãos.

Mas o que não esperava aconteceu, minhas mãos começam a tremer mais que vara verde, minhas pernas bambearam e até para ler o simples texto foi uma dificuldade, pois minha voz ficou trêmula. Meu coração disparou e dei graças quando o meu colega retomou a explanação.

Daquela época para cá minha vida se tornou em constante refúgio. Tenho receio até de perguntar algo para o professor Enfim, não vou dizer mais nada, pois sei que o doutor já está cansado de ouvir estes depoimentos.

Mas quero dizer que apesar deste meu problema, eu valorizo muito minha vida e quero ser muito feliz. Como diz o outro: não tá morto quem peleia!

2) Não consigo me relacionar ou manter qualquer contato afetivo com ninguém.

Depoimento 1:

É pessoal, só quem realmente passa por isso pode compreender o que é Fobia social e todos os transtornos que isso pode trazer pra vida de uma pessoa.
Tenho 20 anos e lendo esta página mesmo identifiquei que sofria desse mal. Imediatamente procurei um Psiquiatra e iniciei meu tratamento, onde me recomendou uma terapeuta e me receitou o medicamento Pristiq.
No início tive uma boa recuperação, principalmente porque se criam novas expectativas eu acho, mas durou pouco, até que depois de mais ou menos um ano de terapia resolvi interromper o tratamento, pois já me encontrava pior do que antes.

Hoje me encontro muito mal, e apesar de nunca ter tentado, a idéia de suicídio é uma constante em minha mente.

Não consigo me relacionar ou manter qualquer contato afetivo com ninguém, me isolei e minha vida se resume de casa pro trabalho, do trabalho pra casa.

Isto esta minando minha vida, pra se ter uma idéia eu passei a dormir constantemente, e odeio acordar e saber que estou vivo.

Eu não sei a que recorrer, já que acho que os profissionais com quem me tratei não foram eficientes em me ajudar e agora procurar outro Psiquiatra e recomeçar tudo de novo é difícil no estado de desânimo que estou.

Eu gostaria de me corresponder com pessoas que sofrem desse mal pra trocar idéias e quem sabe podermos nos ajudar, já que como eu disse só quem vive esse dilema pode realmente compreender, e não ficar caracterizando isso como frescuras, ou como mimo.

Bem, estou escrevendo esse e-mail devido à satisfação que tive ao procurar pela net alguns sites relacionados com a timidez e encontrei este.

Dei uma olhada nos depoimentos e nas perguntas e respostas, e de uma coisa eu fiquei certo: tenho esse problema, pois apresento quase todos os sintomas.

Gostaria de parabenizá-lo por este site e informar que amanhã mesmo irei marcar minha primeira consulta e começar meu tratamento, uma pena morar em Minas Gerais e não procurar o senhor, mas pode acreditar que foi de grande ajuda.


Depoimento 2:

Tenho percebido que muitas respostas dadas nesta página consideram a possibilidade de uma suposta timidez ser classificada, na verdade, como Fobia Social. É possível que eu seja tímido e não fóbico?
É possível que meu problema seja unicamente psicológico? Faço essas perguntas por que tenho receio de recorrer a um Psiquiatra e me ver às voltas com medicamentos fortes, que possam causar sérios efeitos colaterais e, talvez, não resolver o meu problema. Sou tímido em demasia desde minha infância.

Hoje tenho trinta anos de idade mas meus relacionamentos não são normais. Tenho uma dificuldade enorme em fazer amigos e, mais ainda, em conseguir uma namorada.

De um ano para cá foi que despertei para essa realidade e comecei a sentir a necessidade de me aproximar das pessoas. Mas as dificuldades são grandes e, não raro, me vejo em estado de Depressão ou caminhando para esse estado.

Comentário:
Bom na prática não faz muita diferença se o nome de teu problema é Fobia Social ou Timidez, ambas atrapalham tua vida e são tratadas da mesma forma.

3) Geralmente fico vermelha ou ruborizada com coisas insignificantes.

Depoimento 1:

Meu nome é André e estive lendo sobre Fobia Social e timidez, seu que sofro disso e faz pouco tempo que resolvi que realmente preciso de ajuda. O que gostaria de saber é que profissional procurar: Psicólogo, Psiquiatra, Terapeuta?
Realmente não sei, mas preciso de ajuda, não suporto mais ser assim. Na próxima semana tenho que fazer uma apresentação no meu curso de inglês, mas sempre que falo em público fico totalmente vermelha, e quando percebo que as pessoas estão notando fico mais ainda e esqueço o que vou falar, será que tem algumas dicas para me dar para pelo menos ajudar a superar um pouco isto?


Depoimento 2:

Eu tenho 25 anos e já foi constatado por 2 Psiquiatras que eu tenho Fobia Social. No início eu busquei tratamento com uma médica que não soube diagnosticar a doença.
Ela só passava remédio para Esquizofrenia! Ela nunca conversou comigo nem soube da minha história de vida.

Nunca deu tempo pois ela só olhava para mim e passava o remédio, e minha mãe dizia que ela devia ser boa mesmo porque com tantos anos de trabalho ela conhecia o paciente só de ver.

Dr., eu gostaria que você colocasse meu depoimento para outras pessoas verem, mas como fala de um médico, pode retirar o que eu estou dizendo sobre ela neste depoimento.

Minha doença começou por uma longa experiência que durou quatro meses, eu sem querer me apaixonei por um jovem com o qual eu tive que conviver todos os dias por motivos profissionais.

A primeira vez que eu olhei nos olhos dele me senti envergonhada, e me sentia como se ele percebesse o que eu sentia e me julgasse ou até criticasse por isso.

Pois eu acho que ele não poderia estar interessado em mim. Depois disso passei a evitar ele, e não podia olhar nos olhos dele, como se ele me criticasse ou fosse perceber o que eu sentia pois penso que os olhos demonstram na maioria das vezes o as intenções do coração.

Cheguei a um ponto que não podia dar um bom dia para essa pessoa, e desejava me aproximar para ser amiga mas não conseguia, e ele acabou pensando que eu não gostava dele, e não "ia com a cara dele."

Para minha sorte fui transferida e melhorei muito, só que comecei a ter vergonha de mim, do meu olhar e me sinto envergonhada até com os homens que passam por mim na rua.

Eu nunca olho na "cara" deles. Sempre olho para chão. É como se eles fossem me achar com "cara de safada", e as vezes tenho a impressão que meu olhar transparece uma segunda intenção que sinceramente eu não tenho.

Passei a ter vergonha até de assistir a Missa, por que o Padre fica olhando de frente para gente, eu já fico esperando a hora da homilia, que é a hora em que eu sinto mais vergonha.

Fiz muitas sessões de psicanálise mas eu nem sabia que existia uma Fobia Social. A psicanalista me aconselhou a mudar de médico, então descobri que tenho essa doença.

Que começou aos 21 anos de idade. E faz só 4 meses que estou em tratamento para Fobia Social, associado ao de Esquizofrenia.

Eu piorei muito quando a minha primeira médica me disse que eu era esquizofrênica e que não tinha cura, mas mesmo assim preferi continuar tomando Geodon pois tenho medo de parar.

Nunca perguntei ao Psiquiatra se devia diminuir esse remédio. Acredita Dr., que eu ainda fui na primeira Psiquiatra depois de saber que tinha Fobia Social e disse que tinha essa doença, e ela sorriu e fez um jeito de que era bobagem minha.

Pois bem! Para encurtar a história eu estou muito melhor!

Passei esses meses como se estivesse totalmente curada, cheguei até a querer pagar uma promessa que eu fiz com Nossa Senhora que se eu ficasse boa, daria meu testemunho na Igreja.

Estou tomando 4 remédios, Geodon 80 mg, Tofranil 75 mg, Apraz 25 mg, e Socian 50 mg, todos uma vez ao dia mas tenho medo de tomar o Apraz todo dia com medo de causar dependência.

Dr., se você ou alguém de sua equipe leu este enorme texto até aqui, saiba que o seu site me ajudou demais, pois foi graças a ele que aceitei mudar os conselhos da minha ex-psicanalista e procurar outros medicamentos.

Às vezes ainda tenho recaídas mas todo o meu sofrimento que passei e passo as vezes por causa da Fobia Social não é meu maior sofrimento, mas igual a ele é o desejo de não ter esquizofrenia...

Acho terrível esta doença... Muito obrigada por ler este depoimento!! Muito obrigada pela atenção!!

Se quiser por no site qualquer parte deste depoimento acharia muito bom, no entanto só por você ler tudo isto, já estou muito satisfeita!! OBRIGADA!!


Depoimento 3:

Sofro com a Fobia Social, desde que me entendo por gente, entretanto, na infância pude ter um período de vida feliz, sem maiores transtornos causados por essa doença, embora, sempre tenha sido considerada uma criança muito tímida.
No início da minha adolescência, conseguia sair, ter uma vida normal, até mesmo viajar sozinha (isso até os 15 anos, mais ou menos).

Hoje, com 19, vejo o quanto minha vida mudou, vejo as coisas que estou perdendo aos poucos... já não consigo sair, ir para a festas, ou até mesmo um passeio simples, que começo a sofrer com dos mais diversos sintomas: suor excessivo, mãos geladas, o coração disparado e o pior de todos: o estômago embrulhado.

Meu problema está tão sério, que não consigo nem ir procurar ajuda, pois, moro no interior e na minha cidade não tem nenhum Psiquiatra, por isso, seria necessário ir até a capital, para buscar ajuda, e nem isso eu consigo, porque só de pensar em encarar um ônibus, onde várias pessoas conhecidas ou não estão presentes, me dá verdadeiro pavor.

Mas, quero dizer a todos que sempre há uma "luz no fim do túnel", pois, com todo esse sofrimento, há um ano atrás consegui um bom emprego, e é o único lugar em que vou sem me preocupar, portanto, é uma conquista que eu alcancei...

Sei que preciso de ajudar, quero aproveitar a minha juventude ainda, voltar a sair com minhas amigas, voltar a me relacionar com os garotos, me divertir, porque não agüento mais tanto sofrimento. Termino por aqui, prometendo que vou buscar ajuda e com minha força de vontade, vou dominar esse medo, que hoje me domina. Desejo sorte a todos e fé, nunca desistam!!!


Depoimento 4:

Boa tarde. Estava navegando pela internet pois queria saber se o que eu tenho é realmente uma doença. Olhei vários depoimentos do pessoal que resolveu escrever, assim como eu, e acho que o meu caso também faz parte dessa doença chamada Fobia Social.
Geralmente fico vermelha ou ruborizada com coisas insignificantes. Antes a situação não estava tão crítica mas ultimamente fico vermelha e fico com tanta vergonha que não tenho vontade de me expor, sair e nem de fazer nada com medo de ficar vermelha em público. O que eu poderia estar fazendo para melhorar essa situação?


Depoimento 5:

Sofro de Fobia Social há anos... E parece que a cada dia piora
Não gosto de ver rostos conhecidos e não gosto que olhem para mim, quando acontece sinto meu mundo se despedaçando nos meus pés e minha vontade é sair correndo...
Mas não consigo pois me sentiria mais constrangida ainda... então é comum me verem na rua chorando...

Atualmente está se tornando meu pior problema, pois não consigo trabalhar, sai do meu antigo por causa da minha timidez, e agora não consigo encontrar outro, eu fujo dos empregos... minha família me força a ir, a procurar, a me entrevistar, mas sempre me sinto mal e choro...

Tudo em que consigo pensar é ficar trancada em casa no meu quarto, sem ver nem ao menos meus familiares, com música alta para não escutar ninguém...

Mas sempre tentam me tirar dessa minha fortaleza... e sempre que fazem isso me abalam profundamente me dando uma vontade desesperada e morrer na mesma hora... às vezes eu acho que morrer é a única coisa

Já procurei ajuda, mas eu não consegui me abrir com os médicos, sempre que eu tentava me expor eu não conseguia usar as palavras certas, eu não conseguia explicar, até eles falarem aos meus pais que era crise de infância... adolescência... fase adulta...

Comentário:
na maioria das vezes o paciente não precisa “se abrir com o médico”, nos primeiros minutos da consulta o Psiquiatra já percebe que é um caso de Fobia Social.


Depoimento 6:

Sofro de pressão baixa, sempre que passo por uma situação constrangedora, suo frio, minha pressão cai e muitas vezes desmaio... sendo que uma eu desmaiei em uma janela no 6° andar... quase caindo pelo prédio...
Eu não sei mais o que fazer, estou desesperada, não consigo dormir, não consigo viver, e muitas vezes nem respirar.

Tenho 19 anos, sempre fui tímida, mas na minha infância até que conseguia me relacionar com as pessoas, até meus 15 anos foi assim, mas depois fui me afastando das pessoas, acho que todas as pessoas estão me observando, tenho medo de que percebam algo estranho em meu comportamento.

No colégio durante esses anos eu não abria a boca para a nada, ficava isolada em um canto da sala, evitava pessoas, e sentia um grande medo de alguém puxar conversa comigo, quando acontecia, no primeiro momento sentia um grande mal estar, sentia meu coração nas têmporas, evitava olhar as pessoas nos olhos, e ficava totalmente errada, sem saber o que fazer e com medo das pessoas notarem algo estranho, quando alguém me chamava fingia que não era comigo, e quando não tinha jeito olhava com aquele terrível medo, assustada com tudo, o pior de tudo isso são os sintomas, sinto tontura, meu coração dispara, começo a tremer, e perco o controle de mim mesma, e ao entrar em lugares como supermercado, shopping, lugares onde tenha muita gente, sinto um grande desconforto, da vontade de sair imediatamente daquele lugar, e me fecho totalmente com as pessoas, tenho uma baixa auto estima, sinto que vou ficar louca, e sinto que as pessoas não gostam de mim.

Há pouco tempo descobri que tenho Fobia Social, depois de pesquisar muito, mas eu tenho esperanças de que vou melhorar, só não sei por onde começar, já tentei conversar com minha mãe sobre isso mas ela não compreende, acha que é apenas a timidez, sofro muito com isso, já perdi várias oportunidades, de trabalho por exemplo, até as diversões, bom eu já terminei o 2º grau, e estou tentando fazer vestibular, e fico me imaginando no futuro e pergunto o que será de mim se continuar assim, sem meus pais que são ótimos para a mim tenho uma vida social estável.

4) Fico extremamente nervoso para me expor, me apresentar, falar em público.

Depoimento 1:

Sofro de um problema psicológico há já alguns anos - Fobia Social. Há cerca de 4 anos decidi ir a uma Psiquiatra que me receitou Paxetil e Sedoxil, é certo que melhorei bastante mas, mesmo assim houve determinados sintomas que nunca deixei de ter e que afectam bastante a minha vida, principalmente profissional.
O pior deles é corar constantemente e sem motivo, basta que encontre alguém de repente na rua, ou que no local de trabalho seja observada.

Sinto uma timidez exagerada no local de trabalho e apenas em determinados ambientes. Com o meu marido, família e amigos estou bem e sou até bastante divertida e extrovertida de tal forma que quando me caracterizo como tímida riem-se de mim.

No local de trabalho não consigo ter mesma atitude, ser eu. Sinto um medo e ansiedade firmados e persistentes na interação com os colegas de trabalho e com a minha Chefe que é uma pessoa muito agradável, amiga e tenta ao máximo deixar-me á vontade, mas estou constantemente a pensar que não posso corar, pois acontece muitas vezes.

Compreendo que os meus medos são irracionais, no entanto fico sempre numa enorme apreensão ao surgirem situações socialmente temidas, mas tento sempre não as evitar e participar. Faço de tudo para disfarçar e mostrar o oposto. Não me isolo, mas podia participar mais em convívios com os colegas e mesmo com a minha chefe que me convida várias vezes para lhe fazer companhia. Sendo assistente de direção imagine o quanto sofro com isto: o querer impor-me mais um pouco e mostrar um carácter mais forte e não conseguir. Queria ser apenas eu!

Os meus sintomas são:

Ansiedade intensa perante grupos de pessoas (no local de trabalho)
Alguma ânsia antecipatória
Rubor, a pior para mim
Suor excessivo (especialmente nas mãos)
Palpitações
Temor de enrubescer-se ou balbuciar - o pior para mim
Temor de ser observado e avaliado negativamente por outros
Falar em público - o que afeta o meu profissionalismo, dado que em determinados eventos sou eu que faço a apresentação e poderia fazê-lo mais vezes caso tivesse á vontade, mostrando um maior desempenho profissional
Olhar as pessoas nos olhos
Andar na rua e ter receio de encontrar alguém conhecido e corar
Algumas ocasiões que me causam ansiedade devido a Fobia Social são: -apresentar trabalho, o pior sintoma é tremores na perna (tenho que tomar Rivotril) - assistir missa (tenho que tomar Rivotril, se não as minha pernas tremem) - entrar na sala - raramente ligar o telefone com alguém por perto - às vezes conversando com alguém minhas pernas tremem. São esses os principais sintomas. Procurando resolver meu problema vi que existe uma terapia chamada Cognitivo Comportamental ou TCC, vou começar a fazê-la.


Depoimento 2:

Sou muito tímido, eu tenho muita vergonha até de conversa com as pessoas, quando vou fazer alguma coisas de responsabilidade eu tremo todo, as pessoas em minha volta conversando dando risadas e eu não consigo enturmar com eles, suo incapaz de decidir coisas do certo e do errado.
Fico extremamente nervoso para me expor, me apresentar, falar em público, minha família diz que não, mas sei que é só para me encorajar e enfrentar a vida, sofro muito com isso, no início eu achava que era apenas timidez, mas não, no meu trabalho preciso participar de reuniões, escrever atas, ler, etc.., eu procuro me desviar, não me pronuncio nas reuniões, quando vou escrever perto de alguém as palavras fogem da minha cabeça, fico trêmula não consigo escrever, fico rouca, vermelha, tudo me acontece, e agora na minha faculdade preciso apresentar meu trabalho de final de curso e defender em banca, como vou conseguir???

Preciso de ajuda urgente, comecei tomar por conta um remédio CALMAPAX o nome, mas não faz muito efeito eu acho, não quero continuar assim tendo medo de falar, etc. Gostaria de saber se tem cura para todos esses sintomas de nervosismo que sinto e por favor preciso de alguma sugestão de remédio. Obrigada pela atenção.


Depoimento 3:

Dr. Rubens Pitliuk ao conhecê-lo através do site foi como se me aparecesse uma "luzinha ao fim do túnel", tenho 31 anos, porém me sinto ainda mais envergonhada em ter essa Fobia (ficar vermelha excessivamente) por qualquer coisa, morro de medo que os outros percebam, mas não adianta, fico ainda mais.
Com você acho que descobri que sofro de Fobia Social, isso me perturba demais fazendo com que não fique perto das pessoas, quando fico junto aos colegas de trabalho, quase não falo, saio, para a não correr o risco de ficar vermelha e que eles vejam como sou tímida com toda essa idade, pois não sou nenhuma menininha.

Na verdade sempre fui assim, desde criança. Junto do rubor vem a tremedeira e o coração dispara, quero enfiar a cabeça num buraco.

Apesar de todo esse medo procuro demonstrar que sou como eles "normal", tento enfrentar meu medo, quero me sentir como eles, mas sempre estou com o coração na mão. Peço socorro, pois até então, não sabia que isso tinha alguma solução! mas mesmo assim, sou pessimista acredito que isso que sinto parece que comigo fica difícil ter solução, me ajude Dr?!


Depoimento 4:

Estou enviando este depoimento para incentivar as pessoas que possuem algum distúrbio psíquico ou psicológico, é sobre minha história. (É grande, mas peço para que leiam!).
Bom minha história é a seguinte: a 9 meses atrás eu descobri que eu tinha 2 doenças psicológicas, Fobia Social (grande dificuldade para falar em público e apresentar trabalhos etc.) e TOC...

Ambas as doenças estavam em estado crônico, eu pensava que faziam parte da minha personalidade até quando procurei por ajuda na internet e achei este site, foi aí que eu descobri que eu portava duas doenças distintas.

Fiquei desesperado de início, descobrir que eu tinha esses distúrbios psiquiátricos fez com que os sintomas dos mesmos piorassem e MUITO, procurei rapidinho por um Psiquiatra mas este não era bom e me receitou um remédio que rapidamente comecei a utilizá-lo, e como o remédio não era o indicado para minhas doenças (desculpem, eu me esqueci do nome) piorou minha situação, cheguei até a ter Depressão.

Neste momento eu já não sabia mais o que fazer, pensava que era meu fim e que nada tinha mais saída, eu estava no final do meu primeiro ano de faculdade (medicina) e não conseguia ir nas aulas mais, nem fazer provas e na verdade nem raciocinar só pensava nisso o dia todo, estava aos poucos abandonando a faculdade, os amigos (e juro, sempre fui muito sociável),até com minha namorada eu estava querendo terminar (o namoro estava excelente, só que eu tinha vergonha de ela vir me visitar e me ver naquele estado).

Foi aí que vi que eu precisava de uma ajuda o mais rápido possível, aí decidi viajar 220 KM (Pouso Alegre até São Paulo) de ônibus para me encontrar com o Dr. Rubens Pitliuk, ele foi a luz no fim do túnel, me encheu de esperanças e me ensinou perfeitamente tudo o que estava ocorrendo comigo e, também aprendi que minhas duas doenças tinham cura.

Resumindo a história, ele me receitou alguns remédios e algumas dicas para me livrar daquilo, resolvi tentar resolver tudo primeiramente só com as dicas que ele me passou, e juro pessoal, com muito fé, amor na vida e esperança que aquilo era superável, hoje sou uma pessoa TOTALMENTE curada e FELIZ com a vida.

E por sorte consegui superar tudo aquilo sem perder nada (nem faculdade, nem amigos nem minha namorada).

Mas é claro, a maneira mais eficiente e rápida de superar algum distúrbio psicológico é a utilização de remédios juntamente com conhecimentos que adquirimos com bons Psiquiatras e/ou Psicólogos.

Bom, este depoimento foi feito para que vocês NUNCA desistam, e que por mais que essas doenças pareçam insuperáveis, peço para que tenham fé em Deus, fé em vocês mesmos e procurem um bom Psiquiatra como eu fiz, aliás são eles que vão te ensinar o caminho certo para a superação.

Obrigado a todos por esta leitura, desejo-lhes que superem isso tudo o mais rápido possível e que sejam FELIZES!


Depoimento 5:

Tenho alguns sintomas parecidos com os da Síndrome do Pânico aqui demonstrados, mais com maior dificuldade na questão de relacionamento com as pessoas, nas conversas, relacionamentos afetivos, e até cumprimentar uma pessoa.
O fato de olhar para a pessoa e cumprimenta-la me trás as reações explicadas, taquicardia, um medo intenso, principalmente com indivíduos do sexo oposto. Pergunta: é Síndrome do Pânico ou apenas um problema emocional meu.

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