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Dr. sou Fonoaudióloga e atendo meu sobrinho de 3 anos co problemas miofuncionais, e tenho acompanhado o sofrimento dele e de nossa família ao quadro que ele apresenta quando sente vontade de ir ao banheiro, o que parece é que simplesmente se recusa a defecar, as vezes fica 3/4 dias, a pediatra diagnosticou como constipação intestinal, ele tomou medicamento durante algumas semanas, mesmo assim defecava apenas quando dormia durante a noite e com fralda descartável, achamos que ele deu uma regredida com o nascimento da irmã, atualmente com 9 meses, pois ele insiste em tomar mamadeira, mamar além do peito da mãe, quer o seio da tia e da avó, as vezes a avó lhe dá o seio. atualmente quando colocamos a fralda ele sofre muito, transpira mas defeca, ele reclama que a barriga dói por isso ele fica nervoso, já fizemos de tudo, contamos histórias e nada, gostaria da opinião do senhor.

Uma criança com problemas miofuncionais deve ter dificuldade de coordenação dos músculos do corpo todo, inclusive da prensa abdominal que é envolvida na defecação. O nascimento de uma irmã certamente irá causar uma regressão para uma fase anterior e me parece que vocês estão cedendo a ponto de aceitar o retorno à fase oral. Sugiro que GENTIL E FIRMEMENTE vocês mudem de postura e enfatizem que ele já é grande e não compactuem com a regressão. Como trabalho de fono eu sugeriria que pensasse na aplicação da Organização miofuncional método Padovan. Dr. Raymond Rosenberg

Gostaria de saber, se realmente essa doença é genética? Tenho um filho  de 12  anos ele é muito nervoso, irritado, não sabe ser contrariado esta sempre  com  a razão, esta sempre certo, não sabe pedir é muito agressivo tem muitas  atitudes parecidas com a minha e eu tenho PMD, gostaria de saber a  probabilidade dele  ter esta doença e quando pode se manifestar e se existe algo que  possamos  fazer para que ela não se manifeste, existe algum tipo de prevenção?

A sua pergunta é pertinente. De fato, a antiga PMD e atual DISTÚRBIO AFETIVO BIPOLAR tem caráter familiar e portanto genético. A probabilidade de ter a mesma doença em família é grande e não tenho números percentuais a lhe oferecer. Sugiro que o seu filho seja examinado agora para poupá-lo de um futuro de dor. Dr. Raymond Rosenberg

Sou pediatra e tenho um sobrinho, filho de mãe solteira. Sempre observei que ele era muito nervoso, impaciente e agressivo com as crianças; não tem amigos crianças e na presença delas tem "crises de birras". Há 3 anos nasceu um irmão de outro pai e progressivamente vem apresentando manias: não encosta nas pessoas porque vai ficar doente, lava muito as mãos e exagera na higiene anal.Também apresenta medo absurdo de perder a mãe ou qualquer pessoa do seu convívio. Tem crises de choro por medo de perda ou de contrair doenças . Quando a mãe sai, liga a cada minuto para saber se ela vai demorar. A mãe levou-o ao psiquiatra, que diagnosticou: ansiedade+ depressão + transtorno obsessivo-compulsivo. Este é o diagnóstico? Há necessidade de medicação ?

O quadro descrito é de fato de TOC . A terapêutica recomendada é de associação de medicação e psicoterapia cognitivo-comportamental. Dependendo da idade do sobrinho a medicação pode ser de maior urgência pois o desconforto do menor e dos adultos envolvidos exige uma intervenção de ação mais rápida. Dr. Raymond Rosenberg

Tenho uma filha que hoje está com 12 anos, seu problema começou a três anos, quando de uma hora para outra ela começou a ter medo, pânico de entrar no colégio, foi terrível, passamos por maus momentos, no início tivemos que passar a manhã ao lado da porta da sala de aula, quando ela não tinha que colocar a classe pelo lado de fora para poder assistir a aula, não conseguindo entrar na sala, começamos a fazer um tratamento psicológico, o qual foi ajudando e a ansiedade diminuiu, fomos saindo do lado da sala, para o pátio, para a recepção, para fora do colégio, para casa, e finalmente conseguimos voltar ao normal, mas quando tudo parecia bem, retornou, começamos então a fazer um tratamento com um psiquiatra onde o psiquiatra receitou medicamentos anti-depressivos e calmantes, resolveram por um tempo, continuamos até hoje com o tratamento psiquiátrico e com os medicamentos, mas eu já estou ficando sem esperanças, por isso eu estou escrevendo este e-mail, para talvez uma orientação uma luz, algo ou alguém especializado no assunto para que possa recorrer, minha filha é completamente normal fora deste fato, pelo menos uma vez por semana ela não consegue entrar no colégio, não é teatro, nota-se a expressão de medo no rosto dela, ela fica pálida, seu coração dispara, ela fica gelada e com as mãos suadas, normalmente é na segunda-feira que acontece, mas também já aconteceu em outros dias da semana. O que ela comenta para nós é que ela tem medo de perder um de nós, que algo de ruim possa nos acontecer. Eu teria um monte de coisas para relatar, mas agora é um pai desesperado, apavorado que solicita ajuda, gostaria que indicasse alguém que possa ajudar, um especialista no  assunto, moro em Porto Alegre, favor manter contato por este e-mail, por  favor necessito de ajuda.

O quadro que descreveu é típico de Angústia de separação e que se confunde com crise de Pânico. O tratamento de eleição é a combinação de medicação e terapia cognitivo-comportamental. Acredito que em Porto Alegre consiga um excelente tratamento pois a URGS é de alto nível e tem renome nacional. Sugiro que procure a Dra. Lucrécia na Faculdade de Medicina - Departamento de Psiquiatria e estará muito bem servido. Dr. Raymond Rosenberg

... filho de 4 anos completos que ainda não fala. Emite apenas grunhidos. Levei-o para fazer ao otorrino que o encaminhou para Audiometria e impedanciometria. Surpreendentemente, segundo o laudo da Fonoaudióloga, confirmado pelo otorrino, não houve indicação de surdez como inicialmente suspeitávamos. A questão tornou-se mais complicada. Alguém do nosso círculo de amizades deu o palpite de autismo. Conheço muito pouco sobre isso. Gostaria de obter mais informações, assim como vislumbrar que caminho tomar para ajudar essa criança. Que tipo de profissional devemos agora procurar para um diagnóstico?

A presença de mudez sozinha não é suficiente para se pensar em autismo. Seria necessário que também fosse associado a necessidade de manter rotinas rígidas, isolamento social, comportamentos bizarros para a idade. Sugiro que procure um profissional da área de Neuropsiquiatria O MAIS RAPIDAMENTE POSSÍVEL pois quanto mais cedo se estabelecer uma intervenção menor será a seqüela na vida desta criança. Eu tenho particular interesse em Autismo já há mais de 27 anos e gostaria de saber o que acabou acontecendo com o menino. Dr. Raymond Rosenberg 

Tenho um filho de 12 anos ele é muito nervoso, irritado, não sabe ser contrariado esta sempre com a razão, esta sempre certo, não sabe pedir é muito agressivo tem muitas atitudes parecidas com a minha e eu tenho PMD, gostaria de saber a probabilidade dele ter esta doença e quando pode se manifestar e se existe algo que possamos fazer para que ela não se manifeste, existe algum tipo de prevenção?

Os Distúrbios Afetivos têm uma grande carga genética pois é muito freqüente em determinadas árvores genéticas. É raro ser diagnosticado na população infantil e chega a ser confundido com vária outras patologias. Sua preocupação tem cabimento e o questionamento não é precoce. O seu filho deveria ser alvo de um estudo apurado pois quanto mais cedo se instalar uma intervenção menor será o prejuízo. Dr. Raymond Rosenberg.

P: Meu filho tinha 1 ano e 7 meses ele levou uma queda e teve convulsão, foram feitos os exames e não acusou nada. com 2 anos levei ao Neurologista e diagnosticou Autismo leve. 5 anos foi pedido pelo o Neurologista um Eletroencefalograma e acusou Epilepsia Rolândica. Vc poderia responder se essa Epilepsia pode ser devido a queda de 1 ano que ele levou, ou sera que estas características de Autismo e devido a essa Epilepsia. Qual o tratamento que vc recomenda? Ele nunca teve crise epiléptica, vc acha que ele pode vir a ter?

R: Não há possibilidade de se correlacionar a alteração Eletroencefalográfica com a queda e nem com o suposto Autismo. Se ela nunca teve nenhum sintomas e nem crises não há a ser tratado. Dr. Abram Topczewski

P: Gostaria de saber o que é Cranioestenose e Escafocefalia... Pois meu filho nasceu com isso queria saber se tem tratamento estou desesperada é meu primeiro filho por favor me ajude

R: Craniostenose significa que as suturas dos ossos da cabeça estão fechadas. Quando as suturas estão soldadas prejudica o crescimento do cérebro de uma maneira harmônica e devido a isso a cabeça fica deformada. Dependendo do caso deve-se fazer uma cirurgia para abrir o osso e com isso a cabeça vai crescer normalmente. A cirurgia é tecnicamente simples e é feita somente nos ossos e não no cérebro. Escafocefalia é o formato da cabeça por conta do fechamento de determinada sutura. Dr. Abram Topczewski.

Perguntas e Respostas sobre tratamento de problemas psicológicos, psiquiátricos e neurológicos de crianças 

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