Perguntas e Respostas: 

Psicoterapia e relacionamentos

1) Aos 8 anos de idade, ainda criança, fui abusada sexualmente.

Pergunta 1:

Aos 8 anos de idade, ainda uma criança eu fui abusada sexualmente. Meus pais sempre me trataram com muito amor e carinho. Tanto é, que por segurança me colocaram em um colégio particular para inibir qualquer problema que poderia ocorrer.
Eles não tinham condições de sobra para tanto, mas batalharam muito para poder dar-me um estudo digno.
Sempre frequentávamos (eu, meu irmão e primos) a casa de meus tios.

Eram duas pessoas, não tinham filhos e viviam sozinhos. Morávamos perto, então visitávamos com frequência a casa deles. Meu tio sempre brincava conosco de esconde-esconde, pega-pega, e em muitas brincadeiras ele se deitava, nós subíamos em cima dele (inclusive tenho até uma foto assim).

Para mim, era tudo normal. Em 1985, com 8 anos de idade, em uma dessas brincadeiras, no andar de cima da casa dele, meu tio fui corria atrás de todos nós. Enquanto meu irmãos e primos escondiam-se no quarto de casal deles, ele correu na minha direção no quarto oposto e eu caí na cama e assim ele foi pra cima de mim e alÌ iniciou o começo de tudo. Foi rápido. Lembro-me como se fosse hoje.

Lembro que doía muito, mas achava que era normal, sei lá… Sinceramente, nem sei o que passava na cabeça. Foram mais alguns dias nessa tormenta. Comecei a sentir medo de ir lá e quando ia tentava ficar perto dos meus primos e irmão para não acontecer de novo.

Lembro-me quando meu pai levava eu e meu irmão para andar de bicicleta eu sentia muita dor. Mas mantive o silêncio. Mesmo sem conhecimento e ainda criança, acreditava a cada dia que aquela atitude dele não seria correta. Mas tinha medo de contar aos meus pais com medo deles brigarem, criarem alguma confusão em família. O melhor seria manter comigo este segredo. Fiz uma experiÍncia, caso minha mãe mantivesse o silêncio eu contaria tudo pra ela. Então, contei que meu primo (mesma idade) passou a mão nas minhas nádegas.... …éramos crianças e ao meu ver não havia malícia nesta brincadeira.

Mas de supetão, acredito que também para ela foi um choque, ela comentou com toda família o que criou um clima extremamente desagradável. Minha mãe não tinha muita paciência e temendo-a, escondi minha dor. Decidi então não contar jamais a ninguém. Guardei pra mim por quinze anos só comigo. Depois, em um momento difícil da minha vida me abri com um amigo, quase irmão. Depois de mais alguns anos, falei para uma grande amiga e atualmente contei ao meu irmão. Hoje tenho trinta anos. Confesso que de início, só doeu no corpo. As dores da alma e da mente originaram-se com o passar do tempo. Guardei este segredo por 15 anos. Entrei em crise e acredito que devo ter tido uma depressão. As pessoas não souberam o que aconteceu comigo. Até porque era uma coisa do passado. A situação ficou insustentável. Minha vida tornou-se um inferno. Eu tento mostrar que sou feliz, ou melhor, me ligo às pessoas que são importantes pra mim como meus pais, minha família, meu noivo. Mas muitas vezes vem a tona e eu acabo me destruindo com o meu passado. Meu noivo não sabe disso e temo em contar-lhe, não sabendo qual seria a sua reação.

Analisando hoje, de forma adulta, percebo todos os erros que foram cometidos em relação a minha segurança, na época do ocorrido. E depois, os novos erros, na época em que surtei com este segredo. Fui uma adolescente amarga. Tenho sonhos que foram destruídos por um canalha que me fez sofrer estes anos todos. Sonhos que foram parcialmente destruídos por eu sustentar esse segredo. Me culpo por ter deixado minha tia morrer sem sequer saber dos atos do homem com quem ela casou-se. Sonhos que aborto, cada vez que entro em parafusos. Quero esclarecer que não sou louca.

Só fico muito desiludida com minha solidão e as vezes faço coisas que as pessoas acham errada. às vezes eu não acho. As vezes fico muito triste e choro sozinha. Tem dias que preferia estar morta. Digo uma coisa: o estupro mata. Eu sou uma morta viva. Sinto-me morta sempre que olho para o espelho. Evito este inimigo, que mostra dentro de minha alma. Dele não consigo esquecer minha tristeza. Hoje tomei coragem e vou iniciar uma terapia psiquiátrica. Vou acreditar que dará certo. Gostaria de saber se eu devo ou não contar ao meu noivo. Tenho medo, muito medo de tudo.

Resposta:

No decorrer dessa terapia (que você fez muito bem em começar), você vai concluir se deve contar para seu noivo ou não.

2) Quero ficar com meu namorado, mas tenho medo do futuro.

Pergunta 1:

Bom dia, o meu problema vem da relação com o meu companheiro.
Eu tenho 28 anos e ele tem 20, eu não tenho filhos e ele tem 2 de outra mulher mais velha. Nos meus antigos namoros eu não era ciumenta pois a minha mãe no meu primeiro namoro (15 anos) disse me que ele com certeza tinha outras raparigas.
Aos 23 anos fui viver com um namorado e logo ao fim dum mês descobri que ele me deixava a dormir e ia falar com outras mulheres.Foi assim durante 2 anos e meio, sempre descobri raparigas e sai de casa mais de vinte vezes.

Ele rebaixava me, dizia que eu queria era homens. Deixei os meus amigos, deixei de sorrir, deixei de ter vontade própria, até que uma noite o apanhei a falar com 2 raparigas e lhe bati.
Terminamos. Passado um ano conheci o rapaz com quem estou. Fomos viver juntos e agora o meu problema é que eu ando a pensar ter filhos mas ele já tem 2 e ainda são pequenos (4 e 6).

Ele quer esperar, e eu sinto que não posso esperar eternamente. Esses 2 filhos ele não os queria, ela fez de propósito pois ele era muito novo (ele 14 e ela 31) mas eu quero tudo planejado.

Eu tenho dificuldades em estar com os filhos dele porque começo logo a pensar na outra e no que pode ter acontecido.

E ele apercebe-se e diz que se eu não aceitar os filhos dele que não dá.
Pela primeira vez tenho alguém do meu lado que me apoia, me ajuda, faz me rir e sentir bem comigo.

Mas eu não sei o que fazer.

Resposta:

O problema que você nos apresenta é muito atual, ou seja, mulheres mais velhas com homens mais jovens. E como profissional, tenho visto esses relacionamentos trazerem muita insegurança.
Vamos pensar juntas: é provável que ele não tenha vivido a adolescência dele. Aos 14 foi pai e aos 16 foi pai novamente. Você sabe quem se responsabilizou por essas crianças até hoje? Ele é comprometido com esses filhos? Ele tem emprego e participa da educação dessas crianças moral, material e educacionalmente?
São questões importantes a serem respondidas, antes de se pensar em ter filhos. O fato dele te apoiar, te fazer sorrir já é suficiente para pensar em ter filhos com ele? E é claro que as crianças farão parte da família de vocês e se ele for um rapaz sério e comprometido, assim será.
Você ainda é jovem, busque um tratamento psicológico para aprender a lidar com as suas inseguranças e depois, pense na maternidade.
Seja rápida para ter a possibilidade de viver um amor, com filhos!

Psicóloga e Neuropsicóloga Ivonete Garcia

Pergunta 2:

Tenho 17 anos. Ultimamente ando ruim em relação a relacionamentos. Namoro há 2 anos e venho tendo problemas - não na relação, mas comigo mesma.
Talvez seja por causa da relação anterior que tive, não sei muito bem. Toda vez que vejo um cara bonito ou interessante, fico com medo.
Fico pensando não vou olhar, não é nada demais e fico com isso na cabeça e não consigo me controlar nem pensar em mais nada. Depois fico me sentindo culpada. Acontece muito.
Queria ajuda. Às vezes quando vejo alguma pessoa legal, tento agradá-la, não porque quero ficar com ela, talvez seja por ego, não sei.

Quero que a pessoa goste de mim. Mas não quero ficar com ela.

Gosto muito de meu namorado. Quero ficar com ele. Mas morro de medo de algo acontecer e terminarmos, então estou sempre pensando quanto a isso.
Acho que meu problema é esse: o medo.

Tenho medo de me apaixonar por qualquer outra pessoa e ter que terminar meu relacionamento, pois gosto muito dele.
No meu outro relacionamento, terminei pois me apaixonei pelo atual, acho que por isso tenho todo esse medo.

Quero ficar com meu namorado, mas tenho medo do futuro.
Não acredito que o problema seja ele: quero ficar com ele. Mas não entendo esse meu medo.
Acho que é medo de crescer. Ter uma vida, morar sozinha, casar, morar com ele. Tenho medo! De casar.

Não porque não gosto dele, mas não sei porque. Quero muito ficar com ele!
Ele me faz bem. Mas sinto que o problema é comigo. Queria muito ajuda de como lidar com isso.
Não quero o magoar. Devido a tudo isso as vezes começo a duvidar se o problema está com ele, se não gosto dele ou sei lá.

E aí fico com medo. Porque quero ficar com ele. Gosto dele. Só tenho medo.
Por favor, me ajudem, estou desesperada. Não consigo dormir, as coisas relacionadas a outros garotos que tanto temo depois me deixam culpada e não consigo dormir.
Fico martelando tanta besteira na cabeça e tenho medo de entrar em depressão ou voltar com as crises de Síndrome do Pânico.

Já fiz tratamento, por mais ou menos um ano, mas parei.
Eu ia para a psicóloga, mas não tenho mais como pagar, a situação em casa não está boa.
Esses problemas começaram a aparecer agora, antes não era assim. Eu imploro, me respondam, me ajudem.

Resposta:

Você está numa idade caracterizada pela crise de identidade. Nessa fase surgem muitas dúvidas mesmo!
Não se apavore, pois as suas dúvidas, são similares a de muitos outros adolescentes na sua idade.
Por que chamamos de crise de identidade? Justamente porque surgem essas dúvidas quanto ao futuro.
O que fazer da vida depois que terminar o ensino médio? Que carreira seguir? Devo continuar com esse relacionamento?

E se me apaixonar por outro garoto?
Enfim, veja que as suas dúvidas estão dentro dessas que descrevi.
E um momento também de decisões importantes quanto ao futuro, como você mesmo sinalizou.

Enfim, o que posso te orientar é procurar uma terapia em alguma clínica escola, onde o custo e mais barato para que você possa tratar essas questões e, além disso, fazer uma avaliação com psiquiatra visto que você já tem um histórico de Transtorno de Ansiedade e, conforme o seu relato, parece que essa ansiedade também está atrapalhando atualmente a sua vida, de uma outra maneira.

Resumindo; as questões que você apresenta são pertinentes para o seu momento, talvez estejam incomodando mais do que o normal por você já possuir um perfil ansioso.

Procure ajuda psicológica e psiquiátrica. Existem vários Postos de Saúde e Clínicas Psicológicas Universitárias com Psicoterapias de preços muito acessíveis.

Boa sorte, Psicóloga Silvia Sztamfater.

3) Minha família não aceita que sou lésbica e não me senti à vontade com a Psicóloga

Pergunta 1:

Boa tarde, estou aqui em busca de ajuda pessoal, tenho 19 anos, tenho uma convivência ruim com meus familiares e namorada, meus pais não aceitam que sou lésbica, portanto vivo minha vida afastada deles, durmo a maior parte na casa da minha namorada e estamos passando por constantes brigas, sou uma muito afastada de tudo, não era assim, mas me isolei, tenho dificuldade em fazer amigos e em manter os que conheci, não sou uma pessoa aberta.

Por isso sempre escondi meus grandes segredos, tenho minha consciência pesada por coisas que já fiz, carrego muitas mentiras com isso, queria descarregar esse peso e viver com menos culpa, me sinto muito mal, e perdi a vontade de viver, em momentos de desespero faço coisas ruins, saio à noite sozinha para beber, me corto tomo uma alta quantidade de remédios e já fui parar até em um viaduto. Recentemente, com o fim do namoro decide ir morar em outro pais com um prima, com péssimas chances de trabalho descente, sai da faculdade, vendi minhas coisas, e estou a perder o emprego, mas optei em ficar e voltar com a namorada, estamos "bem" mas não vejo um futuro muito bom, estamos uma com a outra para não ficar sozinhas, ela já não me ama como antes, e eu preciso dela, é somente assim que me sinto viva e segura. Não sei o que fazer, não tenho amigos para desabafar, tentei consultar um psicólogo mas não me senti nem um pouco confortável, nem me agradou, ficarei muito grata se eu receber alguma resposta.

Resposta:

Sinceramente, não espere respostas que mudarão sua vida em nenhum site sério de Psicologia e Psiquiatria.

Mas, se podemos dar um conselho, é o seguinte: procure outra Terapeuta. O fato de você não ter se sem tido confortável com a primeira psicóloga não quer dizer nada. A relação psicóloga – paciente é extremamente individual e muitas pacientes fazem entrevistas com duas, três psicólogas para achar aquela ideal.

Pergunta 2:

Venho de um casamento doente e agressivo, tenho uma filha de nove anos que não obedece, não aceita e nem respeita regras nenhuma, é agressiva, dissimulada, aborrece a todos, fazendo questão de fazer o que pedimos para não ser feito.

Não consegue se concentrar em nada, é difícil ficar quieta até assistindo aos programas de TV que gosta.
Tenho de conviver hoje em dia na casa de minha mãe e está ficando muito difícil, porque são várias pessoas a conviver com ela, e quase ninguém tem paciência, porque ela não respeita ninguém.

É muito carente, chora sem motivos as vezes, sinceramente não sei o que fazer, ando depressiva, sinto que também preciso de ajuda.
Por favor respondam-me, me ajudem. Me deem uma luz, para que eu consiga contornar toda essa situação, se for preciso, me indiquem como posso leva-la a um Neurologista, ou Psiquiatra, sei lá, não tenho como pagar um tratamento particular. Obrigada.

Resposta:

Sugiro você conversar com uma Psicóloga. A Psicóloga vai ajudar a por ordem na bagunça que virou tua vida, tua cabeça e tua família. E as Psicólogas tem preços de sessões muito acessíveis.


Pergunta 3:

Olá, Dr Rubens Pitliuk, gostaria de saber se o tipo de terapia (claro que aliada a medicamento) para tratar de Fobia Social, Depressão e Distimia, pode ser a Terapia Cognitivo Comportamental, feita por psicólogo, ou se a terapia, nesses casos somente pode ser aplicada por um Psiquiatra?

Resposta:

A TCC pode ser feita por Psiquiatra ou psicólogo, desde que dominem a técnica.

4) Encontrei vários e-mails do meu marido para sua cunhada, (casada com seu irmão).

Pergunta 1:

Encontrei vários e-mails do meu marido para sua cunhada, (casada com seu irmão) de 10 a 15 e-mails por dia entre poesias e troca de fotos e despedidas com beijos, ela lhe pede um filho. Será que ele me trai? Já há seis meses que não temos nenhum contato sexual.

Resposta:

Em linhas gerais, um bom relacionamento se sustenta em um tripé de paixão, comprometimento e intimidade.

Paixão: paixão sexo, que as pessoas querem se relacionar sexualmente; paixão admiração, que quando o desejo sexual diminui, a admiração está lá para manter o casal próximo, que é o amor, o respeito, o carinho, o gostar de ficar junto.
Comprometimento: diz respeito ao quanto eu quero e promovo o bem estar do outro e ainda compromissos assumidos juntos, como por exemplo, filhos, casa financiada, situação financeira conquistada por ambos, etc.
Intimidade: o quanto a pessoa se sente bem para conversar com o outro sobre as questões pessoais, sociais, familiares, financeiras e profissionais, sem reservas.
Quando uma das partes desse tripé está falho, (no seu caso paixão e intimidade), está na hora de se abrir para uma conversa.

E, prepare-se para as consequências desse tipo de conversa, pois existe a possibilidade de ambos terem que tomar medidas que não estavam nos planos até então.

Reflita, peça ajuda de um profissional se não estiver suficientemente confiante. Psicóloga Ivonete Garcia.


Pergunta 2:

Namoro há três anos, tenho 30 anos e meu namorado não tem desejo sexual por mim, sinto como se estivesse dormindo com meu irmão. Ele não demonstra sentir atração por mim, disfarço e às vezes até brigo com ele.
Depois que, engordei 10 kg e queria perdê-los, me sinto gorda, inútil como mulher, me sinto impotente, me sinto triste quando percebo que ele não quer fazer amor comigo, quando converso com ele sobre isso, me diz que está cansado e depressivo e sente que perdeu a libido.

Resposta:

Então deve ser hora de você cuidar de você (você engordou 10 kg!). Comece atividades que a deixem mais preenchida e satisfeita consigo mesma. Uma Psicoterapia para discutir este seu desânimo e questionar porque se sente vazia. Psicólogo Juarez Lopes Neto.

5) Tenho uma namorada que sofre de Síndrome do Pânico.

Pergunta:

Tenho uma namorada que sofre de Síndrome do Pânico. Depois de alguns meses ela teve uma crise ao meu lado e, depois que se controlou, me contou o que era.
Conheço ela a 4 anos e namoro há dois. Até eu começar a namorar ela, eu não fazia nem ideia que ela poderia ter isso. E não teve mais nenhuma crise até cerca de três meses atrás, quando voltou a ter com mais frequência.

Ela faz um tratamento sob medicação com um psiquiatra, e quando começou a voltar, trocou a medicação, mas desde então, não está tendo uma sequência de tempo sem ter uma crise.

Eu sei que só pelo meu relato não tem como o senhor diagnosticar nada e nem é minha intenção no momento.
O que eu gostaria era mesmo entender mais sobre o assunto, principalmente em como posso ajudá-la a prevenir as crises, a orientá-la sobre opções de tratamento, e a como ouvir sem atrapalhar quando ela está tendo a crise….

Eu já li algumas coisas na internet sobre não dizer no momento da crise fique calma, relaxe ou acontece.
E que não devo tratá-la como coitadinha nem fazer pressão para que ela busque o tratamento adequado.

Mas ainda não sei exatamente o que fazer, como fazer, como falar com ela sobre o assunto, como abordar sobre outros tratamentos. Se o senhor me puder me indicar alguns artigos ou livros sobre o assunto eu agradeço.

Resposta:

Marcelo, se ela continua tendo crises, apesar da medicação que toma, sugiro que ela questione com o médico a medicação que está tomando ou procure outro psiquiatra para obter acerto na medicação e não ter mais crises, e fazer uma Psicoterapia para se confrontar com as causas que precipitam a Síndrome do Pânico.

Você imprimir artigos sobre Síndrome do Pânico e dando para ela ler é bom, quanto mais ela estiver informado sobre o que tem é melhor.
Estar pronto para atende-la quando ela precisar e quiser é o suficiente. Mas uma medicação correta e Psicoterapia é imprescindível.

Psicólogo Juarez Lopes Neto

6) Desde que ele me deixou eu não consigo me envolver com ninguém.

Pergunta:

Tenho 19 anos e dois anos atrás me envolvi com uma pessoa. Tudo começou muito errado e mesmo assim insisti nessa ideia de que poderia dar certo, mas no final deu tudo errado.
Ele tinha namorada, nós ficávamos e ele me magoava muito quando por várias vezes eu o vi com outras mulheres na rua. Já faz quase nove meses que não o vejo mais, não como de costume.

Demorei para perceber e ele não me amava da mesma forma que eu o amava ele até falava para um amigo meu que a gente poderia dar certo, eu, sempre procurava entender os motivos dele e acabei esquecendo de mim mesma.

Não estava trabalhando e então ficava o dia todo dentro casa com o pensamento em tudo o que eu tinha passado em vão, me trancava no quarto ou banheiro e chorava descontroladamente, o que vem acontecendo com frequência.

Só de lembrar de tudo que eu passei era o suficiente para começar tudo de novo, se estivesse na rua não segurava o choro, parecia que ia desmaiar, minha visão ficava embaçada, tremia como se estivesse sentindo um frio fora do normal, minhas pernas não me obedeciam, ficava com a boca fria, dormente e amarela, sentia uma imensa falta de ar, minhas mãos suavam frio e meu coração batia tão forte que parecia que ia ter um ataque cardíaco. Passei a evitá-lo de qualquer maneira, deixo de sair com medo de encontrá-lo, deixei de frequentar a casa da minha amiga para não ter que passar em frente do trabalho dele.

Tenho medo de sair sozinha e encontrá-lo. Por várias vezes penei que não aí conseguir sair desse poço, confesso que até pensei no pior para acabar logo com minha angústia, sofro muito.

Decidi então procurar um emprego para ocupar o meu tempo, então consegui trabalho em um museu de arte contemporânea, trabalho junto com várias outras pessoas o que no começo ocupou minha cabeça mas, depois surgiram várias outras preocupações, família, amigos, sobre carga e etc.

Desde então qualquer preocupação é motivo para eu relembrar tudo o que passei, aí vem tudo de novo, suor, tremedeira, pernas bambas e etc. Porém agora sinto outros sintomas, uma ânsia de vômito, dor de barriga, pensamentos pessimistas, tudo tá ruim, falta de apetite, falta de concentração, dor de cabeça fraca mais persistente, queda de cabelo impaciência, atraso no ciclo menstrual, dor nas costas (ombros), vivo com o pensamento longe e ao mesmo tempo que quero ficar sozinha quero alguém para conversar.

Então desde que ele me deixou eu não consigo me envolver com ninguém, logo me bate aquele pavor de começar tudo de novo, não me deixo mais envolver, quando tudo está dando certo eu começo a planejar e logo pulo fora.

Tenho muito medo de passar por isso de novo, mas quero muito superar isso com outra pessoa, mas sempre acabo afastando todos que se aproximam de mim. Eu que costumava sair para balada e ficar com até dois garotos em uma só noite, hoje não fico com ninguém com medo de me envolver. Sinto que estou me prejudicando mais não sei o que fazer, não sei com quem procurar ajuda, já pensei até em tomar algum remédio para stress ou ansiedade por conta própria.

Às vezes acho que é besteira mas ultimamente tenho me sentido muito cansada de tudo, cansada de ter esperança, cansada de ter que ficar sempre sorrindo se quando o que eu quero é gritar e explodir, cansada de ser boazinha, cansada de ser a certinha, por que no final sou sempre eu que tenho que entender os outros. Ninguém sabe o que se passa por trás do meu sorriso. Tenho chorado muito ultimamente, até pensei em procurar ajuda com um psicólogo mas não sei se é o certo a fazer. Espero ansiosamente um retorno. Desde já agradeço a ajuda!

Resposta:

Certamente um Psicoterapeuta só pode te ajudar.

E se depois de algumas sessões de terapia você continuar com esses sintomas físicos, é só associar um medicamento.

7) Meu filho de 17 anos é extremamente isolado, só tem amigos virtuais.

Pergunta 1:

Boa tarde, meu filho de 17 anos é extremamente isolado, só tem amigos virtuais. Gosta de desenhar, mas seus desenhos, são sempre sombrios, desenha pessoas com o coração pra fora, ou alguém arrancando o coração de alguém, isto quando não pinta ele mesmo se matando.
Ele vai entrar pra faculdade próximo ano, quer fazer psicologia. Mas o que me preocupa, é que além de não acreditar em Deus e fazer comentários sobre isto nas redes sociais, além de postar seus desenhos tristes, ele é muito isolado.

Ainda mais, porque não sei, mas acho que ele tem um jeito de andar parecido com um gay, acho que por isso não tem amigos, talvez isso também o aborrece. O que devo fazer?

Resposta:

Você deveria levá-lo com urgência a um psiquiatra experiente em adolescência. Ele está infeliz, isolado, com pensamentos trágicos e isso tudo provavelmente irá piorar ainda mais na faculdade. O desejo de cursar psicologia pode ser motivado por uma vontade de se conhecer melhor e entender o que está acontecendo com ele.

Muitos jovens fazem essa opção. Mas a melhora da qualidade de vida e de uma eventual depressão atingidos com um tratamento e não com um curso de psicologia.


Pergunta 2:

Gostaria de saber a diferença entre um profissional Psicólogo e Psicanalista.

Resposta:

Psicólogo é todo profissional que fez Psicologia (ciência que estuda o comportamento e os processos mentais).

O Psicólogo quando atende as pessoas em Psicoterapia pode se utilizar de várias técnicas e uma delas é a Psicanálise (há outras como Comportamental, Psicodrama, Gestalt, etc.).
O Psicanalista é todo profissional que utiliza a Psicanálise em sua prática profissional.

Freud construiu a Psicanálise em meados de 1900 e hoje em dia há diversos tipos de Psicanálise (Junguiana, Winnicottiana, Lacaniana, etc.), tendo em comum o conceito de inconsciente que Freud “descobriu”.

Não existe curso de graduação (Faculdade) para ser Psicanalista, mas é necessário formação superior (Psicologia, Medicina, etc.).

O Psicanalista também é chamado de Analista.

Psicóloga Aline Basaglia.

8) Olá, tenho 16 anos e percebi que de alguns meses pra cá...

Pergunta:

Olá, tenho 16 anos e percebi que de alguns meses pra cá eu andei perdendo o desejo, quando eu tinha 15 anos mais ou menos eu era louco por sexo, via uma mulher pelada, e logo me excitava, porém alguns dias atrás tive uma relação com minha namorada, demorei demais pra ter ereção, quando tive ejaculei rápido e logo após acabou minha ereção. Digamos que tudo durou em media 10 minutos no máximo ( e eu não sou virgem) antes dessa relação já procure um psicoterapeuta.


Resposta:

Procure um psicoterapeuta. Com uma psicoterapia esse problema deve desaparecer bem rápido.

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