Psicoterapia em São Paulo

Pergunta:

Vou direto ao assunto, pois estou precisando. Obrigada pela sua atenção. Preciso de uma orientação, estou longe da minha família maternal e paternal, pois, me apaixonei por homem de outro estado, não consigo criar vínculos e sinto-me um peixe fora d’água... A filha dele deixou a mãe e veio para morar conosco, na nossa total dependência financeira.

É difícil essa situação e para o meu companheiro mais ainda! Para mim é triste, mas o convívio entre nós é difícil e por isso aceitamos pagar todas as despesas dela, para que ela tenha independência.

Em contrapartida ela ajuda no comércio na cidade, pois temos outro ponto comercial.

Mesmo assim, para nós esta situação não é fácil.

Todos dizem para que nos aproximemos dela, mas o meu companheiro já se sente um pouco exausto de se aproximar sem resultado.

Ela é temperamental e muda de humor, fala alto, bate porta e acha insuportável estar com a gente quando a gente não dá toda a atenção que ela quer.

Temos mil responsabilidades assumidas anteriormente e não tem como se desfazê-las.

Soube que a filha dele só está por porque quer estudar e a mãe dela não pode pagar para ela os estudos e dar a ela uma vida melhor.

Tenho medo de má fé, pois o meu companheiro foi meio pai de todos os irmãos, que se metem em compras sem poder e depois pedem ajuda para sair dos juros.

O humor do meu companheiro está difícil demais, assumiu responsabilidades enormes, recomprou a terra de um irmão, agora de outra irmã que se endividou, o outro pediu caro por comprarmos uma parte da sociedade aqui dessa mercearia onde trabalho exaustivamente horas e horas.

Vejo que não estão nos poupando! Estamos exaustos e agora a sobrinha da irmã dele está precisando de dinheiro!

Sinto-me um peixe fora d’água... Sinto-me diferente de todos eles. Vivo mais eu e Deus, pois o meu companheiro é muito atarefado e o pior a nossa vida íntima esta fria também.

O senhor poderia me ajudar, será que eu estou no lugar certo?

Com a pessoa certa para mim?

Será que o fato de eu ser estudiosa me faz tão diferente deles?

Será que eles pensam que temos que pagar por todos os erros deles, e que temos que nos sacrificarmos toda vez por eles?

Será que eles não estão se aproveitando de nossos bons sentimentos?

Estou exausta! O que devo fazer? E como posso me proteger de tantas pessoas querendo o nosso dinheiro?

Trabalho mais de 13 h por dia, tenho toda a responsabilidade da mercearia e faço quase tudo sozinha e por isso não quero que o meu companheiro crie mais problemas financeiros para nós.

Estou errada? O senhor doutor pode me esclarecer da minha posição diante de tantas coisas tão diferente aos meus valores, pois a gente ajuda de boa vontade e não porque o outro nos impõe dívidas.

Como ajuda-los de forma certa? E a filha?
Quero agradecer ao senhor Doutor se poder me ajudar.

Resposta:

Seus problemas são extremamente importantes e está na hora de encontrar uma solução. Mas, enquanto você não se organizar em termos de pensamentos e sentimentos, pois você vive em conflitos que eu já explicarei, você provavelmente não a encontrará.

Parece que os conflitos que você vive estão relacionados a sentimentos e pensamentos do quanto está valendo todo o esforço da separação de parentes; quanto custa do ponto de vista emocional viver distante fisicamente dos parentes e emocionalmente dos parentes de seu companheiro; quanto custa do ponto de vista material o esforço para financiar uma filha que não é sua e ainda, parece que você não está tendo afeto e carinho que tanto deseja e muito mais.

Tente pensar nessas afirmações que com certeza estão causando conflitos, se organize emocionalmente e decida.

Caso não consiga se organizar emocionalmente antes até de ter mais prejuízos emocionais, procure um profissional da área de Psicologia que com certeza te ajudará a encontrar respostas e soluções.

Boa sorte, Ivonete Garcia, Psicóloga e Neuropsicóloga.