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São pequenas feridas,
cicatrizam rápido, mas deixam minha pele manchada. Não tive nem um trauma
importante na infância. Já fiz e estou fazendo terapia (pelo menos tentando).
A antiga psicóloga me classificou como tendo, no máximo, uma depressão
moderada. Quais costumam ser as causas de alguém que tem um processo de
auto-mutilação? Qual o tratamento? É uma doença?
Ferimentos que a própria
pessoa provoca na maioria dos casos são decorrentes de depressão ou de algum
tipo de abuso psicológico ou físico na infância. A depressão pode ser
aparente mente moderada, mas pode ser que ela só pareça ser moderada. Peça
para tua psicóloga sugerir um psiquiatra de confiança para avaliar a
necessidade de tratamento conjunto de terapia e medicação.
Estava lendo outras doenças e
me identifiquei com uma que incluía o fato de ter sofrido abusos sexuais quando
criança. Eu sofri uma forte repressão de minha mãe, que tem psicose maníaco depressivo
- e posteriormente abuso. Quer dizer, a fome com a vontade de comer... Seria
engraçado se não fosse trágico, mas ainda assim é engraçado que não exista
cura, ou ao menos, que esta cura seja tão difícil, já que primeiro é preciso
encontrar um médico que saiba diagnosticar corretamente. Uma loteria. E tem o
remédio certo, a dosagem, o efeito colateral, o preconceito, a ignorância (e
estamos no Brasil!) - Mais uma vez, parabéns pelo trabalho, e thanks.
19 anos, começou
a cortar-se com Gillette. Cortou-se na parte superior do braço (2 pontos), no abdômen
( três vezes, levando 2,3 e 6 pontos), além de vários cortes sem pontos.
Escreveu em suas pernas, com Gillette, Fat, help e crazy. Quando descobri, em
junho, conversamos e ela disse-me que não tinha gosto nenhum pela vida, não
sentia nada. Depois veio a tomar 16 drágeas de Tylenol, mas, imediatamente,
avisou a uma amiga q nos avisou. Levei-a a um psiquiatra que a medicou, mas,
orientado por uma prima estudiosa em psicanálise Freud/Lacaniana suspendi os
remédios e ela começou a fazer psicanálise. Senti q melhorava, já q não
estava dopada e a psicanalista, que orientou a retirada dos remédios, disse-me
que ela não tinha psicose alguma, seus problemas eram interiores, nada
químico. Coisa de 5 semanas, minha filha corta o pulso, sem atingir artéria
alguma, a psicanalista disse q não era nada, na mesma semana, corta-se de novo,
mas não disse a ninguém e, dias após, toma 38 drágeas de Rivotril e outro
remédio e, ato contínuo, corta-se novamente no pulso, sem atingir artéria,
mas levou 5 pontos. Levei-a a um novo psiquiatra que diagnosticou como TOC e já
há 18 dias ela toma Zyprexa 20, agora 30mg, Fluoxetina 30mg e Olcadil, 1mg,
pela manhã, 1 à tarde e 2 à noite. Ela continua com essa psicanalista, mas
estou sendo aconselhado a tirar. Ah! Aos 14 anos de idade, ela tomou 6 drágeas
de AS Infantil na escola, quando de minha separação. Sempre foi uma pessoa
muito estudiosa, recatada, nunca namorou, gosta muito de cinema, organizada e
bastante inteligente. Fazia, até a semana passada, o 2 ano de XX . Disse-me q
não sabia se seria famosa e tinha medo de comandar nosso escritório, como sua
avó havia lhe falado. Tenho plena confiança no psiquiatra que a acompanha, mas
gostaria de ouvir a opinião de vcs.
Esses casos de
auto mutilação são sempre complexos e difíceis de tratar. Nem sempre são
manifestação de DOC ou Psicose. O
tratamento é quase sempre uma combinação de medicação e Psicoterapia.
Olá. Tenho 31 anos e faço tratamento com uma psiquiatra. Estou
em fase de descobertas em relação ao que eu realmente tenho. Descobri que
tenho manias de coleção (desde criança), mania de simetria das coisas , mania
de masturbação, ansiedade extremamente perturbadora, enxaqueca (estou em fase
de exames com neurologista), tensão pré menstrual e problemas com
sexualidade.... Bem, imprimi e li várias coisas de seu site (parabéns!!), mas
ainda não consegui me encaixar num quadro. O que eu tenho afinal? Desde
criança sempre tive um lado sombrio dentro de mim. Na minha adolescência
descobri um Prolapso na válvula Mitral tendo um "quase derrame, com
língua que enrolou e tudo mais (15 anos) e comecei com depressão (pequena, mas
ficava "mal") Com 18 anos, tinha pensamentos suicidas, mas tentava
esquecer. Aos 20 anos, sofri um acidente de carro sério, e tive traumatismo
craniano encefálico, porém sem fraturas e foi fraco (ainda bem) Aos 22 anos,
tive uma crise de depressão brava, com pensamentos suicidas 24 horas do dia. Me
machucava constantemente, arranhando meus pulsos e minhas mãos e pernas com
alicate de unha, tesoura, lápis... Pedi ajuda à minha mãe e comecei a fazer
terapia (com psicólogo) Depois de 3, 4 meses, já melhor, pois tinha pesadelos
horríveis com o acidente, o psicólogo começou a querer mexer na sexualidade,
e desisti da terapia. Sempre tive dores de cabeça, cheguei a fazer tomografias,
Eletroencefalogramas, porém nunca tive um diagnóstico. Aos 28 anos,, devido as
dores de cabeça e a nova crise de depressão que estava vindo e mais uma crise
forte de sexualidade (não sei se sou homossexual ou não), comecei a abusar dos
analgésicos (cheguei a tomar 20 comprimidos de Dipirona - Dorflex, Lisador, Novalgina), antiinflamatórios
(Cataflan e Voltarem) e calmantes (Passiflorine, Valmane) Tive problemas com as mucosas mas os pensamentos suicidas e o mal estar
que eu tinha dentro de mim me fizeram procurar as drogas (maconha) por puro
desejo de auto destruição Já fazia terapia com psicólogo. Eu estava parando
(por vontade própria) a terapia quando ele faleceu num acidente de carro (ficou
preso nas ferragens...) Cai de vez e comecei a procurar ajuda, porque além de
fumar uns 4 a 5 cigarros de maconha por dia, tomava anti alérgicos e muito
analgésico e anti-inflamatórios. Comecei com a psiquiatra e fiz
desintoxicação. Com uma outra psiquiatra comecei a fazer a terapia e a
medicação (Prozac) Tenho recaídas da maconha e dos remédios (bem mais fraco)
, porém o que me incomoda são meus pensamentos. As vezes, eles não páram. Já
não tenho mais os pensamentos suicidas e quando acordo não fico pensando e
não acordar, também não me machuco mais (tenho cicatrizes nas mãos e no
braço) , mas as vezes penso nisso. As vezes, os pensamentos me atormentam tanto
que eu tenho vontade de pegar minha cabeça e jogar contra a parede. Agora,
estou numa recaída da maconha (fumo para dormir melhor, pois tenho uma insônia
insuportavelmente irritante), estou tomando x e tenho uma resistência muito
grande por medicamentos, mesmo sabendo que eles me ajudam e muito. Bem, acho que
é isso.
Dr., tenho 25
anos, e desde os 13 (após a morte de meu pai num acidente), comecei a ter
problemas psiquiátricos. Tive anorexia nervosa por 8 anos, passei por várias internações, quase
morri, mas consegui sair dessa. Agora estou bulímica, tb já tive TOC, tenho depressão, tomo
Antidepressivos faz 12 anos, mas nenhum medicamento me faz efeito realmente. Mas
além desses "diagnósticos", eu tenho uma sensação constante de veio, oscilo
entre amor e ódio muito rápido, às vezes uma coisinha simples, como um atraso
de 5 min de minha mãe, me deixa fora de controle, sinto como se estivesse abandonada,
largada, e aí a raiva toma conta e chego a ter crises de quebrar a casa toda.
Constantemente tenho vontade de me machucar, aí me corto, parece q preciso
sentir dor, tenho q ver o sangue jorrar p/ me aliviar. Tenho pensamentos q me
perturbam tipo pegar uma pessoa e bater até espancar, e isso me dá prazer.
Fico com medo do q posso fazer, pois já agredi minha mãe algumas vezes e uma
vez até parti com uma faca p/ cima dela, mas meu irmão me segurou. Evito me
relacionar com as pessoas pq tenho medo da minha reação, visto q de repente
meu humor se altera e sou capaz de agredir o outro. Às vezes tb extravaso minha
ira pegando o carro e correndo muito e descontroladamente, uma vez quase me
atirei num poste. . . Parece q preciso viver perigosamente, tenho q ter sempre
"adrenalina na veia". Já tentei suicídio 4 vezes e sofri abuso qdo
era muito pequena, por parte do meu pai. Tb vim de uma gravidez não desejada.
Não sei se isso explicaria algo, mas eu vivo meio perdida, eu não sei ao certo
nem do q gosto. Tenho uma certa "habilidade" p/ "encantar"
as pessoas, até os médicos criam um vínculo forte comigo. Não sei pq, mas em
todas as terapias q faço, acabo dando um nó na cabeça do psiquiatra, mas
faço isso automaticamente, e com as pessoas tb, parece q estou sempre testando todos, p/
ver até onde me agüentam e gostam mesmo de mim. Minha endócrino q me
acompanha há 12 anos, falou sobre personalidade Borderline, gostaria de saber a
sua opinião ,pois não agüento mais fazer tratamentos e nunca me sentir
realmente melhor, parece q nada me preenche, preciso sempre extravasar essa
raiva q me persegue, por isso ,ou como e vomito, ou me corto, ou quebro tudo. . .
. São formas q desenvolvi p/ poder aliviar um pouco a loucura q sinto na minha
cabeça. Aguardo desesperadamente a sua resposta. Obrigada.
. . . grávida de 8
meses. Há
uma semana atrás tentou o suicídio pela terceira vez. Ela já freqüentou Psiquiatras,
toma Antidepressivos (inclusive havia tomado no dia em que tentou o suicídio da última
vez). Desde de pequena já apresentava problemas e freqüentava Psicólogos.
Como se
não bastasse, aos quinze anos ela foi estuprada. Então, começaram a aumentar as crises
de Depressão em períodos cada vez mais curtos. Depois disso, passou a usar drogas, e
passava por momentos de grande euforia e até com manias de grandeza, outras, chorava por
dias, não se alimentava, irritava-se com facilidade. Aos dezoito teve seu primeiro
namorado, que hoje é o pai do bebê. No início ele aceitou a gravidez, agora ele já tem
outras namoradas. E esse foi o motivo imediato que a levou a cometer esse último ato de
suicídio. No dia, ela foi internada em hospital Psiquiátrico e permaneceu por três
dias, agora está em casa. Porém, a Depressão permanece, mesmo tomando
antidepressivo. Tenho receio que depois do parto a situação piore, soube que existe Depressão
pós-parto. No dia em que foi internada, entrou pelo hospital pedindo "pelo amor de
Deus que tirassem a criança dela porque ela não queria o mal do bebê, mas não sabia
mais o que era capaz de fazer". Nunca nenhum médico disse exatamente qual o
problema, se é psicose, neurose, ou qualquer outra coisa. Gostaria de saber qual é o
problema dela Preciso de ajuda para não perdê-la.
Pode ser Depressão, pode
ser Psicose, pode ser Borderline. Tudo isso é complicado pelo abuso sexual
anterior.
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