Perguntas e Respostas: 

Depressao Puerperal ou Depressão Pós-Parto

1) Receitam Equilid para depressões leves e para aumentar o leite.

Pergunta 1:
Tenho três filhas: 10 anos, 2 anos e 9 meses. A última gravidez não foi como esperava, muitos problemas emocionais ocorreram. Faço terapia, mas sinto que pioro a cada mês, principalmente antes e durante a menstruação. Fico irritada, só quero chorar, me sinto exausta. Não tenho vontade de fazer nada, não consigo dar conta das minhas coisas.

A terapeuta diz que não é Depressão, mas não sei mais o que fazer. Tenho medo de tomar remédio e ficar viciada.
Na verdade, não gosto de remédios, acho que tem efeitos colaterais. Você acha que é Depressão pós Parto, mesmo tanto tempo depois?

Resposta:
Não é Depressão? Pode ser sim! O fato de piorar no período pré-menstrual não quer dizer nada, quase todas as depressões pioram nessa fase.
Pode se tratar tranquilamente que você não fica viciada.


Pergunta 2:

Tive bebê há um mês e minha médica receitou Equilid, pois estava apresentando alguns sintomas depressivos. Me sinto bem agora e só gostaria de saber se esse medicamento engorda?

Resposta:
O Equilid pode provocar aumento de peso (mas não sempre!) por dois motivos: leve retenção de líquidos, que pode ser evitada com diuréticos inclusive naturais, e por aumento de apetite para doces.

Mas se você não comer esses doces o remédio também funciona :-).

Geralmente os Ginecologistas receitam o Equilid para depressões leves e para aumentar a produção de leite, pois o Equilid aumenta a Prolactina.

2) Tratamento de Depressão pós Parto ou Puerperal com Antidepressivo

Pergunta 1:
Estou com Depressão pós Parto. Ela iniciou a mais ou menos um mês depois que o meu bebê nasceu. Ele agora está com 4 meses. Estou tomando o medicamento Zoloft ou Tolrest, há um mês, iniciei com uma dosagem e agora estou tomando duas.

Senti uma melhora mas não atingi a plenitude. Gostaria de saber se esse medicamento está fazendo o efeito desejado. Existe outro medicamento mais eficaz?

Resposta:
O Zoloft ou Tolrest podem levar até 6 semanas para funcionar, e a dose pode chegar a 200 mg por dia. Se ao final desse tempo e com essa dose você não estiver 100 %, seu médico com certeza irá trocar de antidepressivo.
A Depressão pós Parto passa completamente e existem muitas opções além do Zoloft ou Tolrest. Fique boa logo e parabéns pelo bebê.


Pergunta 2:
Estou com Depressão pós Parto, atualmente minha filha tem um pouco mais de 10 meses… Me sinto sensível e chorona, sem condições de cuidar de meu bebê.

(Foi meu primeiro bebê, e estava em um país desconhecido, sem nenhuma pessoa da minha família, somente com uma cunhada que só trazia problemas).

Tentei me matar tomando uma overdose de medicamentos, mas fui salva a tempo. Se alguém me perguntar porque fiz isso, sinceramente não me recordo.
Fiz Terapia de Casal. O Psiquiatra receitou Prozac 20 mg, depois de um mês me sentia bem melhor. Tive recaída, comecei a tomar 40 mg, mas isso me trouxe efeitos colaterais, não podia dormir bem, irritada, duas crises nervosas em uma semana, nas duas crises tentei me matar com uma faca.

Uns dias depois tomei uma quantidade grande de tranquilizantes (Lorazepan) e dormi profundamente.
Fui de ambulância para um Hospital Psiquiátrico, trocaram minha medicação para Paxil 20 mg, e estou tomando essa medicação faz duas semanas.

Não consigo parar de chorar.

Resposta:
Realmente, é para uma Depressão pós Parto passar em cerca de 3 a 6 semanas com medicação adequada.

Provavelmente o problema é te trocaram Prozac pelo Paxil, quando os mesmos são da mesma família, ou seja, trocaram seis por meia dúzia. Isso não acontece sempre (a troca ser ineficaz), mas eu trocaria por um Antidepressivo de outro grupo (Noradrenérgico ou Dual).


Pergunta 3:

Peguei uma Depressão pós Parto. Estava tomando o Zoloft ou Tolrest e ele não surtiu efeito. Minha médica achou melhor eu passar a tomar o Efexor.
Ele é um bom medicamento? Quanto tempo demora para fazer efeito?

Resposta:

Sua médica conhece seu caso pessoalmente e eu não. Provavelmente foi uma boa troca. Um Antidepressivo que age apenas na Serotonina trocado por um que age na Serotonina e na Noradrenalina (efeito duplo, ou dual).

O tempo para começar o efeito é o mesmo, 3 a 6 semanas.


Pergunta 4:
Antidepressivos fazem cair os cabelos? Como Fluoxetina, Risperidona, Carbamazepina e outros? Tive Depressão pós Parto e meu cabelo cai muito.

Resposta:

Muito improvável. Com o Depakote é mais frequente queda de cabelo. Mas não se esqueça que a Depressão pode provocar enfraquecimento do cabelo.


Pergunta 5:
Olá! Tenho 32 anos e desde os 17 sofro de Depressão, tive Depressão pós Parto, com muita ansiedade e Síndrome do Pânico. Na segunda gravidez tive Depressão durante a gravidez, e aí sim tive de tomar medicação fiquei muito mal.

Tomei medicação uns três anos depois parei. A terceira gravidez tudo correu bem não usei nenhuma medicação.
Hoje já tomo Pamelor 25 mg e Rivotril 0,5 mg há mais de 3 anos mas atualmente estou sentindo muitas coisas ruins.

Sem vontade de me levantar da cama, sem vontade de sair de casa. Passo mal sinto vazio na cabeça e falta de ânimo.

É normal, o que devo fazer?

Resposta:
Olá! Normal lógico que não é. Procure um psiquiatra. Ou você precisa de dose maior do Pamelor ou precisa tocar por outro Antidepressivo ou por um Estabilizador de Humor.


Pergunta 6:
Só me dei bem com o Limbitrol, haja vista que todos os demais produziram em mim uma grande agitação e piora do quadro.

Todas as conquistas que fiz na minha vida (emprego, casamento, gravidez...). Foram sempre permeadas por uma grande dose de sofrimento, principalmente porque tratava-se de momentos onde eu tinha necessidade de amadurecer, crescer, e sempre rejeitei isso para mim, preferindo continuar como uma criança que está sempre sendo cuidada...

Passei momentos inexplicavelmente torturantes, com muita angústia, ansiedade, agonia, pensamentos repetitivos, tremores, taquicardias, etc... Fiquei grávida sem querer e nunca quis ser mãe, nunca tive esse sentimento presente dentro de mim (talvez pelo próprio papel de cuidadora que eu teria que assumir assim que meu filho nascesse...).

Enfim, engravidei e tive que abandonar o Limbitrol. Passei um começo de gravidez difícil, mas um terceiro trimestre muito bom.
Fiquei tão bem que achei que nunca mais precisaria de medicação. No quarto dia do nascimento de meu filho, mais ou menos, comecei a ter vontade de chorar por quase tudo (e principalmente pelos afazeres e cuidados com o bebê, que a mim pareciam imensos) e ficar extremamente irritada e nervosa com as pessoas e todos os acontecimentos.

Até que as coisas foram piorando e muito. Comecei a ter pensamentos adversos, como: não deveria ter ficado grávida, não deveria ter sido mãe e outros em relação ao bebê, como achar que não o amava e em certos momentos ter raiva dele e chegar a xingá-lo em pensamento, sendo que nunca tomei qqr atitude agressiva em relação a ele e, mais do que isso, sinto que não teria coragem de tomá-la na prática.

Fora que nos momentos em que me sinto um pouco melhor, nos momentos em que pareço não estar tão mal, sinto-me amando meu filho e querendo-o bem. Dessa forma, entendo como uma espécie de boicote esse afastamento do meu filho em relação a mim. Estou tomando Prozac 20 mg e continuo amamentando. Tomo o medicamento há +/- 18 ou 19 dias e não senti praticamente melhora nenhuma. Fiquei muito ansiosa e deveras agoniada com o medicamento e percebo que me dava bem melhor com o Limbitrol.

Resposta:
Se você sempre se deu em com o Limbitrol, porque está tomando Prozac? O Limbitrol era uma composto de Amitriptilina e Bromazepam. A Amitriptilina existia com o nome de Tryptanol e de Amytril. Mas ainda existe como Amitriptilina.

3) Quanto tempo demora para a Depressão pós Parto melhorar?

Pergunta 1:
Boa noite doutor,

Ha oito meses eu tive um bebê e entrei em depressão quando meu bebe estava com três meses. A minha mãe faleceu há um ano atrás e isso também pode ter potencializado a depressão.

Minha medica me receitou o Reconter 10 mg e eu estava tomando somente a metade e o Frontal XR para as crises. Ha uma semana decidi parar, mas acredito que ainda não seja o momento, pois estou com muita crise de choro e querendo sumir e só ficar deitada. Minha pergunta é quanto tempo eu deveria tomar o Reconter? Qual o tempo mínimo para um tratamento antidepressivo?

Obrigada doutor

Resposta:
O Reconter (mesma coisa que Lexapro, Esc, etc.) demora 15 a 20 dias para melhorar uma Depressão pós Parto. A dose varia de 10 a 20 mg por dia, às vezes mais.

Se a mulher não sente melhora nesse período, precisa tocar o remédio, pois provavelmente ele não vai mais funcionar.

Depois que a Depressão pós Parto passar, o tempo de tratamento costuma ser de pelo menos um ano, diminuir o risco de recaída no futuro.


Pergunta 2:

Tive Depressão pós Parto há quatro anos e ainda estou em tratamento.

Vi minha vida ser destruída por crises incontáveis de desespero, medo, sentimentos de incapacidade e culpa, remorso, ódio do marido e vontade de sumir, eu simplesmente queria desaparecer do mapa.
Então fui atrás de tudo que me indicavam: médicos, terapeutas e até pais de santo. Hoje, depois de uma verdadeira via-sacra mental de lágrimas e sofrimento, já passei por Sertralina, Fluoxetina, Wellbutrin e Cymbalta, Rivotril (três gotas me fazem dormir um dia inteiro).

Atualmente estou usando Remeron 45 mg (um ano). Me sinto melhor, embora cada dia eu esteja mais distante do que era antes, ele alivia minhas dores musculares, melhor que a Sertralina (tinha uma tensão horrível na região do pescoço) mas não me acalma tão bem quanto quando eu usava a Sertralina (retirei por problemas sexuais).

Minha psiquiatra associou com Trileptal 300 mg 2x ao dia, ele me acalma um pouco, mas sinto que não o suficiente, pois me sinto como uma panela fervente prestes a transbordar, e qualquer coisinha a mais que aconteça eu acabo explodindo, às vezes sinto como se eu mesma estivesse me contendo e não o medicamento. Seria o caso de rever a medicação?

Sinto-me exausta, acho que vou viver de medicamentos para sempre!!!

Resposta:

Concordo com você. Quatro anos é tempo demais. Sua medicação precisa ser revista, assim como provavelmente você precisa da ajuda de um psicoterapeuta também.

4) Mulher que trata Depressão pós Parto pode amamentar?

Pergunta 1:
Boa noite, estou amamentando, posso tomar a Fluoxetina 20 mg com o Equilid 50? Faz mal?

Resposta:
Tanto a Fluoxetina (Prozac, Verotina, Daforin, Eufor) quanto o Equilid são seguros para serem tomados pela mulher que amamenta. Inclusive o Equilid é muito receitado pelos Pediatras e Ginecologistas para aumenta a produção de leite.


Pergunta 2:
Tenho 29 anos e estou grávida de 5 meses.
Faço análise há cinco anos, já tive depressão, tomei Zoloft e hoje me sinto triste e totalmente mexida com a gravidez.

Fui ao psiquiatra e ele disse que se passasse algum antidepressivo, eu não poderia amamentar.
Tenho medo de não dar conta de criar minha filha e não sentir alegria quando ela nascer.
Meu marido é um grande companheiro, está sempre ao meu lado.
Pelas perguntas que eu li, acho que não é o caso, pois existem medicamentos evoluídos que não causam problema algum.

Gostaria de saber se realmente julga que é necessário fazer uma prevenção e se sim qual o grupo desse (s) medicamento (s)?

Resposta:
Entendi que a depressão já voltou, durante a gravidez mesmo, certo?

Nesse caso ela pode ser tratada sem problemas.

Caso você não esteja deprimida mas tenha medo de deprimir após o parto, essa depressão pós parto também pode ser prevenida, pois alguns antidepressivos não passam pelo leite e outros passam em doses tão pequenas que não há problema para o bebê. Você vai poder amamentar sim!


Pergunta 3:
Quais são os tratamentos alternativos para não precisar parar de amamentar?

Resposta:
É perfeitamente possível tratar uma Depressão Puerperal sem precisar parar de amamentar.


Pergunta 4:
Quais os comportamentos da mulher com Depressão pós Parto em relação a amamentação de seu bebê? Nestes casos a amamentação deve ser incentivada? Como proceder?

Resposta:
Na maioria dos casos a Depressão pós Parto não é tão grave que impeça a amamentação e demais cuidados com o bebê. Esse caso é tão grave que está impedindo?


Pergunta 4:
Preciso de ajuda ! Tenho uma bebezinha de três meses, nasceu com 36 semanas devido a pre eclâmpsia, aproximadamente 10 dias atrás meu marido resolveu pedir separação!

Pegou as coisas e foi embora, apesar da dificuldade em pilotar este avião sozinha tenho tentado transmitir para minha pequena boas coisas, não esta sendo fácil, tem sido muito desgastante, sinto os sintomas da depressão, falta de apetite, dores no estômago, tristeza, desânimo, infelicidade, existe medicamento que ajude a amenizar estes sintomas, sem que interfira na amamentação ?

Afinal, não posso falhar com minha pequena !

Obrigada pela por manter esta porta aberta ! Abraço.

Resposta:
Você deve consultar um psiquiatra para ser corretamente diagnosticada e orientada. Existe antidepressivos que não interferem na amamentação. Quanto à situação de seu relacionamento conjugal sugiro que faça uma psicoterapia para discutir qual o melhor caminho a seguir. Estamos à disposição. Dr. Juarez lopes Neto.


Pergunta 4:
Bem aqui vou eu tentar relatar o que já se passou comigo, sou casada tenho 26 anos, um filho com 3 e estou à espera de outro bebê, agora estou grávida de 28 semanas.

Antes de engravidar do meu primeiro filho tive um esgotamento nervoso, estava a fazer o tratamento e tive que interromper por suspeita de estar grávida o que acabou se confirmando.
Durante a gravidez tudo correu lindamente sem tomar remédio algum, até que tive depressão pós parto, voltei a tomar medicamentos e a ser acompanhada por psiquiatra e psicólogo.
Depois de quase um ano de tratamento a médica achou melhor fazer o desmame do remédio, tudo correu muito bem.

Deixei de tomar o antidepressivo e continuei a minha vida, mudei de emprego, de casa, tudo bem até agora.
Estou com medo de voltar a ter depressão, pelo que pude ler a respeito do assunto posso voltar a ter a depressão mas se procurar a ajuda médica antes do bebê nascer posso fazer um tratamento para evitar.

O site me foi de grande ajuda, por que as vezes me pego chorando sem motivo, a pensar na vida, no que deveria ter feito no passado para hoje as coisas serem diferentes, e esses pensamentos não me agradam.

Obrigada, só tenho a agradecer.

Resposta:
Eu é que agradeço a confiança. Fique tranquila, mesmo que você deprima durante a gravidez ou no pós parto é possível tratar na gravidez e na amamentação, perfeitamente.

5) Me tornei agressiva e chorava sem motivo, depois do nascimento.

Pergunta 1:
Há cinco anos engravidei do meu namorado e logo nos casamos. A gravidez não foi problema para nós dois, mas sim para a família.

A partir daí passamos a sofrer pressão por todos os lados, pois ele estava se formando e eu ainda tinha mais dois anos pela frente para me formar.

Depois que tive o bebê passei a me sentir culpada por tanta tristeza que havia causado a tanta gente e pelas pressões que eu e meu marido estávamos sofrendo. Também me achava incapaz de cuidar do bebê e só depois de 2 anos foi que realmente consegui aceitá-lo (apesar de ter sido desejado por mim e pelo meu marido), não tinha mais desejo sexual, depois comecei a achar que o meu marido não gostava de mim e passei a tomar aversão a ele (motivo que causou a nossa separação), deixava que todos me agredissem com palavras porque achava que eu merecia.

Após algum tempo comecei a me tornar agressiva, passei a chorar sem motivos e com grande freqüência (principalmente se eu me sentisse sensibilizada ou se me passasse pela cabeça que eu poderia ser pressionada por algum motivo).

Esses sintomas duraram 4 anos, mas até hoje choro por qualquer motivo. Gostaria de saber se isso realmente foi uma depressão pós parto, se pode durar tanto tempo e como faço para tratá-lo?

Resposta:
Sim, pode ter começado como uma Depressão pós Parto e evoluído para uma depressão como as outras depressões. Como tratar? Procure um Psiquiatra.

6) Nenhuma mulher tem culpa de uma gravidez ectópica!

Pergunta:
Tenho 26 anos e há 3 meses passei por um aborto, por causa de gestação ectópica.

Meu marido me culpa pela perda do bebê, fala que sou irresponsável, incompetente, e que foi muito bem feito para mim ter passado por isso e daí em diante passamos a nos distanciar.

Do ocorrido para cá, perdi a vontade de tudo, acabei me culpando realmente pelo que aconteceu, não consigo dormir, nem me alimentar direito.
Tenho fortes crises de dor de cabeça e não tenho vontade de sair nem falar com ninguém, as vezes estou bem, outras já estou irritada demais, sem paciência, e quando noto o desprezo do meu marido comigo fico ainda pior.

Com muita dificuldade aceitei buscar uma ajuda profissional, pois quero me levantar e cuidar de mim e da minha filha de 03 aninhos.

Iniciei um tratamento com antidepressivo mas não estou tendo melhora e nos últimos dias tenho sentido muito medo de sair na rua, só de pensar em sair já me dá um mal estar e começo a chorar.

Queria saber se esse medo também faz parte da depressão, se tem algum outro caminho que eu possa obter melhores resultados.

Tenho lutado para ficar bem, mas não tenho conseguido. Preciso de ajuda.

Resposta:
Provavelmente seu tratamento ideal seria uma psicoterapia mais a troca do Antidepressivo, caso você esteja tomando mais de 20 dias sem nenhum efeito.

Também seria importante teu ginecologista orientar teu marido, pois logicamente nenhuma mulher tem culpa de uma gravidez ectópica.

7) Está tudo tão difícil, dores de cabeça, humor inconstante.

Pergunta:
Desde o nascimento do meu filho há uma ano, iniciei o uso do anticoncepcional Cerazette e de lá pra cá, não sei se estou sob os efeitos deste (li na bula os efeitos colaterais), não sei se é coisa da minha cabeça, mas está tudo tão difícil, tenho tido fortes dores de cabeça, estou com o humor inconstante, fico histérica facilmente, em brigas bobas com meu noivo.

Tento agredi-lo fisicamente, não tenho paciência com nada, absolutamente nada. Moro com meu noivo e meu filho, na quinta e na sexta o pai do meu bebê busca-o para ficar com ele.

Não suporto essa situação, mas está na lei, ele tem os mesmos direitos que eu.
Além de todo o referido acima, nesses dias fico ainda mais sensível, pois meu filho fica longe.
Sem contar que não tenho mais pique pra nada, não tenho libido de antes, se eu pudesse ficar sem sexo adoraria, mas meu noivo adora.
A faculdade eu tranquei por problemas financeiros, no trabalho consigo ficar mais estável, pois não paro um instante, meu relacionamento com minha mãe não é ruim, mas não é um dos melhores, desde que deixei o pai do meu bebê ainda grávida ela não apoiou minha decisão e até hoje não gosta do meu noivo.
Sou muito ansiosa, perfeccionista, imediatista, mandona, instável...

Gostaria muito de saber o que fazer, por onde começar a mudar?

Resposta:
Olhando assim, você tem razão, parece uma confusão difícil de organizar e corrigir. Mas não é tão complicado.

Você diz que já era ansiosa, imediatista, instável.
O primeiro ano depois do parto é sempre um ano de mais sobrecargas, pois além das atividades habituais ainda tem que cuidar o bebê.
Problemas com o pai da criança e com as demandas do noivo.
Não sabemos, pelo que você escreveu, se você já sofria de depressão antes.
O puerpério mais essa sobrecarga mais o anticoncepcional podem estar deixando você depressiva.
Então, o mais prático seria:

Substituir a Cerazette por um anticoncepcional não hormonal.
Procurar um psiquiatra para tomar um medicamento que vai com certeza ajudar muito nessa ansiedade e nesse perfeccionismo.
Procurar um psicoterapeuta que vai te ajudar a administrar melhor essa variedade de problemas.

8) Depois que o bebê nasceu, meus pensamentos ficaram confusos.

Pergunta:
Os primeiros sintomas começaram a aparecer depois que o bebê nasceu e minha cabeça começou a produzir pensamentos confusos, como de eu fazer algum mal ao meu bebê.

Esses pensamentos me assustavam, mas logo passavam.

A primeira crise que me lembro foi no aniversário de 1 ano de minha filha. No meio do caminho me deu um medo muito grande eu tive que voltar para casa.
Como logo passavam eu continuava a fazer o que tinha que ser feito. Nos primeiros 4 anos sofri calada, e achando que esses maus pensamentos ia acabar, pois eram suportáveis. Depois tive uma crise fortíssima dentro de um ônibus, parecia que algo queria me dominar a fazer coisas que eu não queria.

Segui a viagem até chegar em casa e muito assustada resolvi procurar ajuda. Comecei a tomar remédios homeopáticos receitados pelo homeopata. Alguns meses depois o médico foi transferido sem aviso pelo hospital e justamente no dia de minha consulta.

Foi como se me tivessem tirado o chão. Meu marido se preparava para um concurso e estudava com grupo de amigos e me deixava só e depois disso entrei em depressão, sentia um aperto muito forte no peito e não parava de chorar. Foi quando fiquei novamente grávida. Passei 7 meses da gestação na psicóloga, pois não podia tomar remédio.
Os maus pensamentos me acompanharam só que além deles uma carga de adrenalina percorria meu corpo e parecia que todo corpo corria eletricidade. Isso acontecia em qualquer lugar em casa, na rua, sozinha ou acompanhada.
Alguns dias depois recebi a seguinte mensagem: Dr Rubens, após de relatar o meu caso tomei coragem e procurei um psiquiatra e ele me receitou x, por 2 semanas. Os sintomas melhoraram e espero poder levar uma vida normal. Muito obrigado pela sua atenção.

Resposta:
Muito obrigado pelo seu depoimento, vai ajudar muitas pessoas.

9) Meu marido não acredita que Depressão Puerperal seja doença.

Pergunta:
Gostaria de achar uma luz no fim do túnel.

Ainda não sei pelo que estou passando: Distimia, Depressão ou Depressão pós Parto.

Minha terapeuta não concorda com nenhum deles e, como não tenho muitos recursos, está muito difícil continuar como estou: me controlando sozinha sem uso de nenhum medicamento, mas a sensação que tenho é a de que a qualquer momento vou ter um ataque de nervos.

Minha vida não progride, tenho medo de tudo, me sinto culpada por tudo e por todos, me afastei de todos os meus amigos e familiares, meu casamento está ruindo, meu bebê só aceita a mim embora seja ele muito sensível e sofra muito por minha causa.

Meu marido não acredita que Depressão Puerperal seja uma doença, uma vez que ele tem vitalidade de sobra (podia dar um pouquinho para mim...) Me faltam energia, luz, alegria para curtir a vida, ser feliz.

Tenho momentos em que ajo como uma pessoa normal, mas só eu sei quanto isso me custa. Já tive crises de Depressão que não foram tratadas, tive Depressão pós Parto (meu filho tem 6 meses), e ultimamente venho vivenciando um terrível mau-humor, cada vez maior e indisfarçável.

Penso muito em morrer, chego mesmo a desejar estar morta para que as pessoas se livrem de mim.

Larguei todos os cursos na faculdade, todos quando percebia que estava começando a ser bem-sucedida. Me boicoto em tudo e com todos. Antes eram só pequenas crises, agora é quase o tempo todo, e há duas semanas sem parar. Preciso muito de ajuda, mas a quem devo recorrer? Aonde devo procurar? Tudo é muito difícil na rede pública se não houver indicação....

Resposta:
Se você está passando por uma fase depressiva puerperal, não deixe de se tratar, porque a medicação mais terapia funciona muitíssimo melhor do que a terapia sozinha. Imprima os textos e dê para seu marido e seu terapeuta lerem. É muito comum quem nunca passou por isso não entender o que está acontecendo com você.

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