Tratamento com Rivotril

Tratamento com Rivotril. Porque tanta gente toma Rivotril?

Tratamento com Rivotril

Pergunta:

Boa noite, tenho 30 anos e há 27 anos tomo Rivotril por ter sido diagnosticada com Disritmia...

Nunca tive convulsões, nem algo do tipo...

E quando foi agora falaram para procurar o neuropsiquiatria, alegando que após muito tempo de uso tem uma probabilidade de desenvolvimento de Parkinson entre outros... Isso realmente pode ocorrer?

Resposta:

Depois de tomar o mesmo remédio (Rivotril) por 27 anos, acho que você deve procurar um especialista, inclusive porque hoje em dia quase não se faz mais diagnóstico de Disritmia.

Mas com relação ao Rivotril provocar Parkinson, essa preocupação você não precisa ter, ele não provoca Parkinson. Com tanto tempo de uso, conforme a dose, ele pode provocar tolerância, dependência, neuropatia periférica, sonolência, falhas de memória, mas não Doença de Parkinson.

 

Pergunta:

Iniciei Clonazepam (Rivotril) há 3 meses, sofro de TAG. Comecei com 8 gotas e fui fazendo desmame até chegar em 3 gotas 15 dias atrás.

Não sei são sintomas de abstinência, mas depois de 5 dias da retirada comecei a sentir muita tontura, enjoo e agora parece que está piorando.

Cansei de ir ao PS e recusar a tomar DIAZEPAM, se larguei de um, para que tomar outro?

Além de que estes Benzodiazepínicos me deixam sem humor, apática.

Até quanto tempo posso ter abstinência do Rivotril?

Muito obrigada, abraços.

Resposta:

Com uma dose tão pequena de Rivotril por tão pouco tempo é muito improvável que isso que você sente seja abstinência do Rivotril, ainda mais que você já parou completamente há 15 dias.

O mais provável é que teu TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) esteja se manifestando novamente.

Concordo com você, os Benzodiazepínicos (como o Rivotril, por exemplo) em geral não servem para tratamento de longo prazo.

Leia as página sobre tratamento de Ansiedade.

 

Pergunta:

Há um ano comecei a fazer uso de Rivotril 1/4 de um comprimido de 2 mg mais Donaren metade de um comprimido de 50 mg, para insônia por pavor noturno. Em menos de um mês suspendi o Donaren por conta própria e continuei somente com o Rivotril, pois dava resultados.

Depois de alguns meses suspendi o Rivotril por conta própria e comecei a sentir dores físicas terríveis ao terceiro dia.

Relatei tudo a minha médica que me orientou a voltar com o Rivotril e o Donaren para fazer o desmame de forma gradual.

Mesmo assim na dose de 2 gotas do Rivotril voltei a sentir dores físicas terríveis.

Tive que voltar com toda a medicação. Por favor, me diga o que acontece com o meu organismo que não consegui fazer o desmame?

Gostaria muito de voltar a minha vida sem medicamentos. Há possibilidade de sair do Rivotril sem sentir tantas dores?

Agora estou tão preocupada com isso que mesmo com a medicação durmo mal. Por favor, me dê uma orientação.

Resposta:

Nunca viu nem ouvi falar de abstinência de 0,25 mg de Rivotril (pois você baixou de 0,5 mg para 2 gotas) provocar dores terríveis no corpo. Mas o fato é que você sente as dores e é isso que importa. Converse com tua Psiquiatra sobre:

  • Será que o Rivotril não está aliviando um problema físico que te provoca as dores? Ou seja, sem o Rivotril esse problema volta?

  • Existem medicamentos usados para se livrar de dependência de Benzodiazepínicos. O paciente começa esse medicamento e fica mais fácil parar o Benzo. Infelizmente não posso recomendar medicamentos específicos sem conhecer o paciente.

 

Pergunta: 

Adorei o site. Parabéns. Vou ser direta. Uma pessoa pode tomar exclusivamente Rivotril para combater a Síndrome do Pânico?

Esta dosagem pode ser de 3 mg por dia fracionado em três turnos?

Já tomei muitos outros remédios, mas devido a problemas tive uma recaída.

Faz dois anos que me trato de Transtorno de Pânico.

Resposta:

Não gostamos muito de tratar Ansiedade nem Pânico com Benzodiazepínicos (por exemplo, o Rivotril - Clonazepam) a longo prazo, pelo risco de dependência, tolerância, depressão, falhas de memória, Polineurite, mas muitas vezes não dá para evitar.

Em Medicina você não faz só o ideal, faz o que é possível fazer em cada situação.

 

 

Pergunta:

Olá!! Primeiramente quero parabenizá-los pela inciativa de colocar um site que ajuda com dúvidas, sobre essa que é tida como a doença do século.

Minha história é parecida com a de muitas pessoas que encontrei no site. Tive uma crise bem na hora de uma matéria importantíssima que iria fazer.

Por causa deste bloqueio me encontro em casa há 8 meses sem se querer sair na esquina de casa para tomar um sorvete.

Logo vem a sensação de falta de ar, tremor, pensamentos negativos do que algo vai acontecer.

Parei com a Terapia porque ficava apavorada pelo simples fato de sair de casa.

É sempre um desespero, choro como criança.

Fui ao Psiquiatra. Parei com o tratamento, porque com o termino do medicamento fui parar no Pronto Socorro, desde então fiquei com medo de ficar dependente deles.

Gostaria que o senhor me ajudasse com dicas talvez, de como controlar esse pânico essa ansiedade.

Qual o primeiro passo para sair dessa, sem medicamentos. Desde já agradeço sua atenção

Resposta:

Roberta, “sair desta sem medicamentos”, só fazendo muita meditação, morando em um lugar que você não se estresse, tendo afazeres muito prazerosos, alimentação perfeita e nenhuma ansiedade, etc., etc.

Sugiro que se esforce para consultar outra vez um Psiquiatra para ter uma medicação que não irá criar dependência (que evitará que tenha mais e mais crises) e que lhe dê independência para sair mais segura de casa para fazer uma Psicoterapia que lhe devolva uma boa autoestima, minimize suas ansiedades e que a ajude seguir sua vida.

Esta medicação provavelmente deverá ter longa duração e só será retirada (lentamente) quando você sentir-se segura para isto. Hoje em dia você. Esta super dependente do Pânico, não está?

Psicólogo Juarez Lopes Neto.